dez 16

Conselheiro do SEESP palestra sobre Infraestrutura de redes de telecomunicações urbana

15/12/2020

Comunicação SEESP*

O engenheiro Marcius Vitale, membro do Conselho Tecnológico do SEESP e CEO da Vitale Consultoria, é um dos principais palestrantes da 7ª edição virtual da FTTH Meeting, conferência voltada aos provedores de Internet (ISPs) que ocorre entre os dias 15 e 16 de dezembro, de forma virtual e gratuita.

Vitale coloca em debate a implantação, fiscalização e aceitação das redes aéreas e subterrâneas nas cidades brasileiras. Ele destaca a importância de o País ter uma visão de longo prazo quando o assunto é telecomunicações e, nesse sentindo, a boa gestão é fundamental.

“Com o volume avassalador de ocupação nos postes e no subterrâneo é cada vez mais comum observarmos a saturação dos espaços disponibilizados, desordenando a infraestrutura urbana de telecomunicações e impactando na qualidade dos serviços prestados aos consumidores”, afirma o engenheiro.

Ele comenta que a falta de planejamento além de prejudicar os serviços de manutenção impede a implantação de novos projetos e pode ocasionar acidentes, expondo a vida de técnicos e da população que reside ou transita próximo aos locais.

Ainda segundo Vitale, diversas alternativas são estudadas para melhorar este cenário, mas sem conhecimento embasado na engenharia e expertise em Infraestrutura Urbana de Telecomunicações quase nada pode ser feito, pois a implantação da infraestrutura de redes demanda o apoio de uma fiscalização bem treinada, seguindo rígidas normas e padrões técnicos da Engenharia e da Segurança no Trabalho, por isso a importância desse tipo de conferência como o FTTH Meeting.

*Com informações de Boox Comunicação.

Redes de telecomunicações

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Infraestrutura urbana


dez 12

Marcius Vitale ministra palestra na 7ª edição virtual da FTTH Meeting 

 

A conferência técnica integra conceitos fundamentais às boas práticas de implantação, fiscalização e aceitação de infraestrutura de redes de telecomunicações urbana

Engenheiro, especializado em Infraestrutura de Telecomunicações, presidente da Adinatel – Associação dos Diplomados do Inatel e CEO da Vitale Consultoria, são apenas algumas das atribuições no vasto currículo do experiente consultor Marcius Vitale, um dos principais palestrantes da 7ª edição virtual da FTTH Meeting, conferência voltada aos provedores de Internet (ISPs) e que ocorre entre os dias 15 e 16 de dezembro, de forma virtual e totalmente gratuita. 

A explanação do consultor, que terá como foco a implantação, fiscalização e aceitação das redes aéreas e subterrâneas nas cidades brasileiras, destaca a importância do país ter uma visão de longo prazo quando o assunto é telecomunicações.

Vitale destaca que uma boa gestão é fundamental para a melhoria do cenário, “Com o volume avassalador de ocupação nos postes e no subterrâneo é cada vez mais comum observarmos a saturação dos espaços disponibilizados, desordenando a infraestrutura urbana de telecomunicações e impactando na qualidade dos serviços prestados aoconsumidores”.

Ele comenta que, a falta de planejamento além de prejudicar os serviços de manutenção impede a implantação de novos projetos e pode ocasionar acidentes, expondo a vida de técnicos e da população que reside ou transita próximo aos locais.

Ainda segundo Vitale, diversas alternativas são estudadas para melhorar este cenário, mas sem conhecimento embasado na Engenharia e expertise em Infraestrutura Urbana de Telecomunicações quase nada pode ser feito, pois a implantação da infraestrutura de redes demanda o apoio de uma fiscalização bem treinada, seguindo rígidas normas e padrões técnicos da Engenharia e da Segurança no Trabalho, por isso a importância desse tipo de conferência como o FTTH Meeting.

Visando contribuir com essas melhorias, ações estão sendo desenvolvidas em conjunto com outros experientes especialistas em infraestrutura de redes, de forma a propiciar a regularização progressiva de itens relativos ao ordenamento e compartilhamento dos cabos nos postes e do subterrâneo nas vias públicas. “Uma implantação mal sucedida utilizando pessoal não treinado e produtos não certificados, fatalmente irá gerar uma série de problemas. Trabalhamos para minimizar isso ao longo dos próximos anos, elaborando soluções técnicas que possam ser aplicadas, finaliza.

Vale salientar que o especialista participou de projetos de implantação e manutenção de redes em diversos estados brasileiros, dirigiu quatro importantes empreiteiras e coordenou projetos de implantação e manutenção de infraestrutura de redes em várias operadoras estaduais de telecomunicações, no período anterior à privatização do setor. Na antiga Holding Telebrás, além da gestão da área de certificação de produtos e equipamentos, controlou, juntamente com sua equipe técnica, o desempenho das empreiteiras que realizaram serviços para as 28 operadoras estaduais existentes na época.

Mais Informações: 

Os interessados em participar podem se inscrever em: www.ftthmeeting.com.br

Boox Comunicação – helydagomes@booxcomunicacao.com.br


nov 27

Kirchner e Vitale falam sobre ordenamento de redes em evento virtual

27/11/2020

Comunicação SEESP

O diretor do SEESP, Carlos Augusto Kirchner e o consultor sindical Marcius Vitale, coordenador do Grupo de Infraestrutura, ligado ao Conselho Tecnológico do sindicato, participaram da 6ª Edição Virtual do FTTH Meeting (encontro regional de provedores do setor de telecomunicações). Na pauta, o reordenamento de fios e cabos de energia nas cidades. O site de notícias InfraROI, especializado em infraestrutura, fez uma cobertura da participação dos especialistas e publicou duas matérias escritas, bem como o vídeo da atividade.



Kirchner contou detalhes sobre o projeto em Bauru, no interior paulista, onde atua, que criou  a Comissão de Infraestrutura Aérea Urbana (Coinfra), formada por 15 membros, entre representadas da prefeitura, de entidades de classe e universidades, prestadores de telecomunicações e concessionária de energia elétrica, prevista no Decreto 13.559/17, para discutir soluções ao reordenamento de fios e cabos, medida que vai ao encontro da legislação municipal sobre o tema (nº 6.679/2016). Ela dispõe sobre a obrigatoriedade de a concessionária de serviço público de distribuição de energia elétrica, no caso a CPFL Paulista, regularizar o emaranhado, bem como notificar as operadoras responsáveis pelos cabos. A comissão está prevista na chamada Lei Geral de Antenas (nº 13.116/17), de âmbito federal.

A publicação destacou que o município é um dos principais exemplos nacionais de que é possível se livrar do emaranhado de cabos nos postes. “A Coinfra tem como princípio tratar da ocupação e respeito ao espaço aéreo público, de modo que equipamentos e fiações devem ser ordenados, começando pela retirada de cabeamentos inativos (inservíveis)”, explicou Carlos Kirchner, que preside a Coinfra. O especialista contou detalhes do projeto da cidade do interior paulista durante a 6ª Edição Virtual do FTTH Meeting (veja o vídeo abaixo).


O diretor do sindicato detalhou que a cidade foi dividida em 12 setores, com prazos estabelecidos para o ordenamento das redes em cada um deles. A primeira fase do ordenamento é o que a Coinfra chama de “faxina de cabos mortos” e esse processo está em andamento há cerca de dois anos. “A faxina dos cabos inservíveis é parte fundamental e resolve boa parte do problema no ordenamento de redes aéreas”, diz Kirchner.

Já Vitale traçou um panorama sobre a situação dos fios e cabos nas grandes e pequenas cidades, que também sofrem com a desorganização nesse espaço. Ele contou que, com a privatização e o espaço aberto a novos concorrentes no setor, o rigor nos procedimentos e fixação e manutenção de redes foi se flexibilizando. Na última década, a explosão do mercado de provedores regionais para atender à alta demanda da população por conexão de banda larga tornou o cenário caótico e agora as concessionárias de energia elétrica, prefeituras e o setor de telecomunicações estudam saídas para reverter o cenário. 

“A situação atual é complexa, pois temos redes de TV a cabo, redes de cabos metálicos e ópticos de operadoras e provedores de internet, redes primárias e secundárias de energia, transformadores, braços de iluminação pública, amplificadores e dispositivos como armários de distribuição aéreos, caixas de emenda óptica, reservas técnicas e dezenas de canos galvanizados para subidas de lateral [eles interligam as caixas subterrâneas com a rede aérea]”, disse Vitale.

Para o especialista, parte da solução passa pelo compartilhamento de infraestruturas, mas esse é um processo que exige devida organização, com um gestor responsável e com a avaliação minuciosa de cada cenário individualmente. “Na verdade, não há solução pronta. Cada projeto precisa analisar as condições do entorno para minimizar perdas nas implantações de redes ópticas. Além disso, é preciso considerar as condições físicas dos postes e do subsolo, as exigências das prefeituras, as normas técnicas, normas de segurança do trabalho e outros parâmetros”, diz.

Leia a íntegra das duas matérias:

Protagonismo do município pode resolver ordenamento de cabos nos postes

O poste não é infinito

No vídeo abaixo, confira a participação do diretor Carlos Kirchner, e do consultor sindical Marcius Vitale, coordenador do Grupo de Infraestrutura, ligado ao Conselho Tecnológico do sindicato – a partir de 01:04:00 (uma hora e quatro minutos do vídeo):


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nov 24

O poste não é infinito – FTTH Meeting

Rodrigo Conceição Santos (INFRAROI) – 24.11.2020

Especialista defende o compartilhamento de redes como uma das soluções urgentes para a organização dos cabeamentos aéreos em cidades brasileiras.

Há normas e legislações o suficiente para a organização adequada das redes fixadas nos postes. O problema é que elas não são cumpridas. Esse é o diagnóstico resumido do consultor Marcius Vitale, que tem se empenhado em vários grupos de trabalho na busca de soluções para o ordenamento de redes aéreas. O não cumprimento das regras, ele pondera, não ocorre simplesmente por negligência das operadoras e provedores de internet (ocupantes). O contexto é amplo e a sua compreensão é inevitável um avanço que livre as nossas vistas da confusão de fios que estamos nos acostumando a ver nas cidades brasileiras.

De início, Vitale clama pelo resgate da engenharia. Segundo ele, o setor de telecomunicações abdicou das boas práticas de engenharia, desenvolvidas e aplicadas antes da privatização, e isso está explicitado na maneira com que empresas lançam cabeamentos a revelia e fazem a manutenção de forma ainda mais precária, colocando em risco a vida dos trabalhadores e de terceiros como pedestres e motoristas de veículos pesados. “Comparo com a época da Telebras, quando tínhamos normas e procedimentos de engenharia seguidos à risca. Claro que pondero a diferença, pois naquela época o cenário era bem mais tranquilo, com apenas uma rede de telecomunicações fixada nos postes”, diz.

Com a privatização e o espaço aberto a novos concorrentes no setor, o rigor nos procedimentos e fixação e manutenção de redes foi se flexibilizando. Na última década, a explosão do mercado de provedores regionais para atender à alta demanda da população por conexão de banda larga tornou o cenário caótico e agora as concessionárias de energia elétrica, prefeituras e o setor de telecomunicações estudam saídas para reverter o cenário. “A situação atual é complexa, pois temos redes de TV a cabo, redes de cabos metálicos e ópticos de operadoras e provedores de internet, redes primárias e secundárias de energia, transformadores, braços de iluminação pública, amplificadores e dispositivos como armários de distribuição aéreos, caixas de emenda óptica, reservas técnicas e dezenas de canos galvanizados para subidas de lateral (eles interligam as caixas subterrâneas com a rede aérea)”, diz Vitale.

Com todos esses agentes, há por parte da concessionária de energia elétrica a determinação de um espaço para a instalação de outras redes que não sejam as suas próprias. Geralmente, ele é estipulado em 500 mm, onde cabem seis pontos de fixação, distantes 100 mm uns dos outros. “É essa a faixa na qual as operadoras e provedores podem apoiar os seus cabeamentos”, pontua Vitale.

Em cada um desses pontos, o conjunto de cabos ali postos não pode passar do diâmetro de 65 mm, incluindo a cordoalha, que costuma ocupar 5 mm. “Grosso modo, isso significa a possibilidade de passar cerca de 60 cabos de fibra óptica na faixa pré-determinada. De modo organizado, essa infraestrutura poderia suprir a prestação de serviço dos provedores e demais ocupantes”, avalia Vitale.

Compartilhamento de redes é parte da solução
Para o especialista, parte da solução passa pelo compartilhamento de infraestruturas, mas esse é um processo que exige devida organização, com um gestor responsável e com a avaliação minuciosa de cada cenário individualmente. “Sem gestão há indigestão”, brinca o consultor. “Na verdade, não há solução pronta. Cada projeto precisa analisar as condições do entorno para minimizar perdas nas implantações de redes ópticas. Além disso, é preciso considerar as condições físicas dos postes e do subsolo, as exigências das prefeituras, as normas técnicas, normas de segurança do trabalho e outros parâmetros”, diz.

Com o apoio e expertise de alguns profissionais e conhecimento das reais situações verificadas no campo, Vitale está finalizando estudos para projetos de ordenamento das redes aéreas, utilizando alguns dispositivos de baixo custo com aproveitamento quase integral dos cabos instalados. “Este assunto será apresentado em breve ao mercado”, conclui.

Matéria publicada no Portal INFRAROI em 24/11/2020

https://infraroi.com.br/o-poste-nao-e-infinito/

https://Lnkd.in/d9ZwS_2

nov 24

Palestra com Marcius Vitale em feira virtual

Slide1

Comunicação SEESP – 21/10/2020

O consultor  Marcius Vitale, integrante do Conselho Assessor de Comunicação e Telecomunicações do SEESP, faz palestra nesta quarta-feira (21/10/2020), às 19h, sobre “Segurança no Trabalho em Infraestrutura de Telecomunicações”.

A atividade integra a programação da 5º Temporada da Semana FTTH Meeting, feira online e gratuita que ocorre desde ontem. 

Para acessar a plataforma do evento, é preciso realizar um cadastro rápido no site https://ftthmeeting.com.br .







nov 14

FTTH Meeting – Ordenamento das Redes Aéreas de Telecomunicações

Evento mostra como as redes de telecom devem ser organizadas nos postes

Da Canaris – 13.11.2020

Com inscrições gratuitas, painel do FTTH Meeting explica o cenário caótico das redes aéreas e demonstra formas de melhorá-lo com ações dos municípios, das concessionárias de energia e das próprias ISPs.

Você sabe quem organiza os cabos de telecomunicações pendurados nos postes? A resposta é: quase ninguém. Isto explica a “confusão” de cabos que costumamos ver nas grandes cidades e confirma a necessidade de que haja novas regras e ações no setor. O assunto é tema de um painel especial da 6ª edição virtual do FTTH Meeting, evento que acontece em 17 e 18 de novembro, a partir das 19h00. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas neste link.

Os engenheiros Marcius Vitale e Carlos Kirchner estão entre os especialistas brasileiros mais dedicados ao tema e demonstrarão alguns procedimentos corretos para implantação e compartilhamento de redes de telecomunicações, além de contextualizarem a necessidade dessas ações diante do cenário desorganizado das redes aéreas atuais. “A situação é complexa, pois temos redes de TV a cabo, redes de cabos metálicos e ópticos de operadoras e provedores de internet, redes primárias e secundárias de energia, transformadores, braços de iluminação pública, amplificadores e dispositivos como armários de distribuição aéreos, caixas de emenda óptica, reservas técnicas e dezenas de canos galvanizados para subidas de lateral (eles interligam as caixas subterrâneas com a rede aérea)”, diz Vitale.

Com todos esses agentes, há por parte da concessionária de energia elétrica a determinação de um espaço para a instalação de outras redes que não sejam as suas próprias. Geralmente, ele é estipulado em 500 mm, onde cabem seis pontos de fixação distantes 100 mm uns dos outros. “É essa a faixa na qual as operadoras e provedores podem apoiar os seus cabeamentos”, pontua Vitale. Em cada um desses pontos, o conjunto de cabos ali postos não pode passar do diâmetro de 65 mm, incluindo a cordoalha, que costuma ocupar 5 mm. “No mercado atual, onde temos mais de 12 mil provedores de internet ativos, operadoras de TV a cabo e operadoras de telefonia local e de longa distância, fica claro que o espaço é obviamente insuficiente para abrigar o excessivo número de cabos colocados de forma desordenada por diversos ocupantes”, completa.

Para agravar o problema, há provedores que nem sequer retiram cabeamentos inservíveis (desativados) para abrir espaço à passagem de outros novos, e esse “caos” está agora em situação limite, na qual vários agentes devem agir estrategicamente para mitigá-la.

É o que explicará o engenheiro Carlos Kirchner. Segundo ele, os municípios são essenciais nessa atuação para promover o ordenamento de cabos sem deixar de cumprir as regras estabelecidas pelas concessionárias de energia e ainda agindo na retirada dos cabos inutilizados. “Ou seja, o poder público municipal tem competência para legislar sobre o tema e mostraremos como ele pode fazer isso durante a palestra do FTTH Meeting”, destaca.

Kirchner também mostrará como a competição predatória do setor de telecomunicações deverá ser regida no futuro próximo por estudos que estão sendo conduzidos pela Aneel e Anatel. 

Serviço – 

Evento – FTTH Meeting – 6ª Edição Virtual

Painel – Ordenamento das Redes Aéreas de Telecomunicações

nov 06

Revista Abranet – Segurança no Trabalho

Uma imagem contendo Diagrama

Descrição gerada automaticamente

out 30

Webinar – Microtecnologia Dura-Line



A Dura-Line promoveu seu segundo Webinar debatendo melhores práticas, cases reais e muita experiência com a MicroTecnologia, do qual tive o prazer de participar.

Assista essa conversa entre especialistas acessando o link:  https://youtu.be/CyG_zk4wk10

O grupo de infraestrutura do SEESP sob minha coordenação, está trabalhando na reformulação dos procedimentos atualizados, para o ordenamento das redes aéreas e subterrâneas de telecomunicações.

Após detalhados estudos em campo, teremos como recomendar o que deve ser feito pelos diversos ocupantes, utilizando as modernas técnicas de compartilhamento com microtecnologia.

Participantes

Evelyn Araujo Vieira – Engenheira de Produtos – Dura-Line

Marcelo Oriani – Engenheiro Desenv. de Produtos – Dura-Line

Raphael da Costa Bucher – Marketing de Produtos – Dura-Line

Marcius Vitale – Engenheiro Especialista em Infraestrutura de Telecomunicações – Presidente da Adinatel e Coordenador Grupo Infraestrutura de Telecomunicações do SEESP

out 28

Semana FTTH Meeting – Segurança no Trabalho – Infraestrutura de Telecomunicações

Instalação e manutenção de redes de telecom é cada vez mais letal

Rodrigo Conceição Santos (InfraDigital*) – 27.10.2020  

Conhecimento e obediência às principais normas regulamentadoras para segurança do trabalho podem salvar vidas e reduzir prejuízos aos provedores de telecomunicações, mostra o consultor Marcius Vitale.

As instalações e manutenções de redes de telecomunicações são cada vez mais perigosas, custosas e letais. É o que mostra o engenheiro Marcius Vitale. Ele é consultor especializado em infraestrutura de redes de telecomunicações, preside a Associação dos Diplomados do Inatel (Adinatel) e coordena o grupo de infraestrutura de telecomunicações do Sindicato dos engenheiros do Estado de São Paulo (Seesp). O consultor coordena pesquisas e estudos sobre o ordenamento das redes aéreas e subterrâneas de telecomunicações no Brasil e um dos temas-foco de suas aplicações é a normatização para segurança do trabalho dos profissionais de campo de telecomunicações. O especialista dedicou o assunto aos provedores de serviços de internet (ISPs) durante palestra realizada na 5ª edição virtual do FTTH Meeting, na semana passada.

A incidência de quedas, asfixiamentos, choques elétricos e outros tipos de acidentes para os profissionais de redes de telecomunicações é consequência do crescimento desse mercado, mas devem ser combatidas, segundo Vitale. Ele contextualiza que a maior demanda por conectividade exigiu igualmente uma quantidade maior de redes em postes, instaladas pelos cerca de 12 mil ISPs que atuam no Brasil. “Esse cenário, de várias redes, é relativamente novo e é por ele que começamos a entender a necessidade de uma atuação mais efetiva por parte dos gestores para reduzir os riscos de acidentes”, diz, ao mostrar uma imagem com emaranhado de cabos de telecomunicações pendurados em um poste.

O especialista resgata o histórico do setor desde a criação da antiga Telebrás, em 1972, como holding estatal que controlava as empresas operadoras estaduais de telecomunicações e que foi posteriormente privatizada, em 1988. A partir da privatização, abriu-se caminho para a instalação de novas redes, mas as normatizações e a fiscalização sobre elas não avançaram na mesma velocidade, resultando no cenário desorganizado que temos hoje.

Risco de morte por choques elétricos

A faixa destinada pelas elétricas para as redes de telecomunicações (de 500 mm por poste) é insuficiente para a instalação segura de um número acima do normal de cabos e/ou emendas. Isto fez com que muitos provedores instalem suas redes fora das especificações. “Nos velhos tempos, antes da privatização, havia a rede da distribuidora de energia e apenas uma rede da empresa de telefonia que atuava no estado, agregando depois a rede de TV a cabo. Além disso, a gestão era centralizada. Estávamos em um ambiente infinitamente mais fácil de controlar”, diz.

Era permitido que apenas um cabo metálico de até 200 pares da operadora estadual de telecomunicações fosse instalado na rede aérea. Além disso, os projetos das redes de telecomunicações eram desenvolvidos pelas próprias operadoras estaduais e aprovados pelas elétricas. “A gestão e fiscalização tanto das elétricas como das operadoras de telefonia era mais atuante. Estávamos trabalhando, portanto, em um ambiente controlado e com pouca ocupação dos postes”, adianta.

A pulverização do mercado nos últimos anos resultou em cenário inverso, com redes densas e grande número de cabos ópticos e metálicos dependurados, grudados uns aos outros, ultrapassando o limite determinado pelas elétricas e chegando, muitas vezes, próximos à rede primária de distribuição de energia e transformadores. “O desrespeito ao distanciamento correto entre os cabos de energia e de telecom é um facilitador para a ocorrência de acidente com consequência danosa”, pontua Vitale.

Em 2019, quase setecentas pessoas morreram em decorrência de choque elétrico no Brasil. Entre elas estavam uma vasta gama de profissionais, curiosos, transeuntes, eletricistas e também técnicos da área de telecomunicações. Os dados são da Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel) e chamam atenção pelo alto índice de letalidade: do total de 909 acidentes elétricos registrados no ano, 697 resultaram em morte (letalidade de 76,6%). “Foram vidas que perdemos para atitudes imprudentes e que, infelizmente, continuamos a ver repetidamente nas cidades”, diz Vitale.

Ele se refere a técnicos do setor de telecom que apoiam a escada nos postes e nos cabos entre os vãos dos postes, ou mesmo aqueles que trabalham sem equipamentos de proteção individual e coletivo. “A prevenção desses casos é regida pela Norma Regulamentadora 10 (NR-10), que trata de segurança em instalações e serviços em eletricidade”, diz Vitale. “E isto vale para todos que interagem direta ou indiretamente com instalações elétricas e serviços de eletricidade, seja nas fases de geração, transmissão, distribuição ou consumo, incluindo as etapas de projeto, construção, montagem, operação e manutenção das instalações elétricas”, salienta.

Em detalhes, o especialista explica aos provedores de telecomunicações o que deve ser observado, descrevendo os efeitos estimados da eletricidade no corpo humano. “Um choque de 1 mA é apenas perceptível, mas com 10 mA já agarra a mão da pessoa. A carga máxima tolerável ao ser humano é de 16 mA, sendo que um choque de 20 mA já causa parada respiratória, 100 mA incorre em ataque cardíaco e 2 Amperes em parada cardíaca”, diz.

Quedas também causam acidentes graves

Os choques elétricos não são os únicos causadores de acidentes graves aos profissionais de telecomunicações. Embora não haja números consolidados no Brasil, quedas de trabalho em altura e asfixia em trabalho no subterrâneo são outros pontos de atenção a esses trabalhadores. “A NR 35 (Trabalho em Altura) estabelece as regras de segurança para esse tipo de atividade a partir de 2 metros. E é obrigatória a observância e cumprimento das suas especificações”, diz Vitale.

Segundo ele, as quedas são frequentemente motivadas por falhas no escoramento das escadas nos postes ou vão entre postes, além de ausência de sinalização correta para o trânsito e a falta de equipamentos de proteção individual (EPI) e coletivo (EPC). “A não obediência a essa e a outras normas é passível de responsabilidades jurídicas, tanto na esfera civil como na trabalhista, na previdenciária e até na criminal”, diz ele. “Além disso, caberão sansões por parte da distribuidora de energia, pois muitas estabelecem em contrato que toda e qualquer instalação a ser executada pela ocupante dos postes deverá ser feita por técnicos devidamente treinados, qualificados e equipados, ficando a ocupante responsável por qualquer risco aos seus funcionários ou a terceiros”, completa.

Nos contratos de compartilhamento de poste também são estabelecidos pagamentos de indenizações, danos morais ou materiais no caso de negligência ou inobservância das normas vigentes para segurança e saúde do trabalho. “Portanto, não é opção e sim obrigação conhecer e seguir as normas”.

Além da NR-10, sobre serviços elétricos, e da NR-35, para trabalhos em altura, Vitale ressalta a NR-03, que rege sobre embargos ou interdição de obras. “Isso pode representar grandes prejuízos para os provedores de telecomunicações”, adianta. Ele explica que o embargo pode ser a paralisação total ou parcial e considera-se como obra todo e qualquer serviço de engenharia, seja na construção, na reforma, montagem instalação ou manutenção de estruturas. “Nesses dois últimos tipos de serviço estão claramente enquadradas as manutenções e instalações de redes de telecomunicações”, segundo Vitale.

Ratos, passarinhos e baratas

Com mais de cinco décadas de carreira, Marcius Vitale usa exemplos do passado para contextualizar os perigos das operações atuais de telecomunicações. As instalações e manutenções de redes em caixas subterrâneas estão nesse paradoxo: “Embora a maioria dos provedores ainda não esteja trabalhando em caixa subterrânea, é necessário entender a NR-33 (Espaços Confinados), pois cedo ou tarde os avanços no compartilhamento de redes e outras demandas de instalação e manutenção exigirá a atuação dessas empresas neste tipo de ambiente”, diz.

No subsolo, os profissionais estão sujeitos a gases nocivos presentes no interior da caixa subterrânea, “Costumo ver serviços de manutenção de redes nos quais os técnicos simplesmente abrem o tampão da caixa subterrânea, põe a escada e descem, sem fazer qualquer teste para identificar a presença de gás combustível e outros perigos”.

A morte por asfixiamento é uma das causas de acidentes mais comuns em ambientes subterrâneos, pois o gás lá presente é inodoro (sem cheiro), diferente de outros gases, como o de cozinha (GLP), ativado com substâncias para que sintamos o odor. “Portanto, é muito perigoso, pois não há aviso: o profissional ao adentrar no ambiente confinado, silenciosamente pode perder os sentidos com enorme possibilidade de vir a óbito”, diz Vitale.

Os gases presentes nas caixas subterrâneas são os causadores dos acidentes que ficaram conhecidos como “explosão de bueiros”, observados nas últimas décadas em cidades brasileiras. Mas eles já foram identificados há tempos, antes mesmo da criação da Telebrás, nos anos 1970. “Nessa época, utilizavam um passarinho para detectar a presença de gás nas caixas subterrâneas. Isso mesmo: com um barbante, desciam a gaiola do passarinho por alguns minutos. Se ele voltasse vivo, significava que não havia gás”, lembra o consultor.

Dado o absurdo ecológico, essa técnica evoluiu depois para a detecção de gás com ampolas, que eram dispostas no interior das caixas subterrâneas. Elas continham um líquido especial, envoltas em algodão, e eram quebradas com um alicate para que o líquido especial umidificasse o algodão que, por sua vez, reagia com a presença do gás, ficando com coloração escura. “Se fosse constatada a presença do gás, fazia-se a retirada da água da caixa subterrânea e a instalação de um exaustor para oxigenar o ambiente”, diz.

Em algumas situações, esses testes não eram necessários, pois os ratos davam o sinal verde para a operação. “Onde há rato não há gás. Diferente das baratas, bastante presentes nas caixas subterrâneas e capazes de viver em qualquer condição”, pontua Vitale.

Atualmente e impulsionados pela série de explosões de caixas subterrâneas no Rio de Janeiro recentemente, os profissionais do setor contam com um equipamento específico, chamado explosímetro. Trata-se de dispositivo dotado de um êmbolo que capta amostra do ar existente no subterrâneo e aponta ou não a presença de gás no ambiente confinado.

Na avaliação do especialista, o explosímetro ainda é a técnica mais eficiente para a detecção de gases nocivos e ele deve ser aplicado em conjunto com todas as outras diretivas relatadas neste texto e presentes em detalhes nas normas regulamentadoras igualmente citadas. “Trabalhamos para falar no futuro próximo que a educação operacional está salvando vidas sem nem mesmo sacrificarmos os passarinhos ou contarmos com a ajuda horripilante de ratos e ratazanas”, conclui.

(*) O InfraDigital é um projeto comum de conteúdo do InfraROI e o do IPNews. Para informações sobre o formato, consulte Jackeline Carvalho (jackeline@cinterativa.com.br), Nelson Valêncio (nelson@canaris-com.com.br) ou Rodrigo Santos (rodrigo@canaris-com.com.br).

set 24

Webinar RTI – Segurança no Trabalho

“Segurança e Saúde no Trabalho” em atividades de Infraestrutura de Telecomunicações  

São cada vez mais comuns as notícias de acidentes com técnicos de provedores e operadoras, principalmente nas atividades de arrumação de cabos de telecomunicações próximos à rede elétrica e trabalho em altura.

O Webinar RTI realizado no dia 31 de agosto de 2020, apresentou e discutiu as ações obrigatórias, no processo de manutenção em infraestruturas de telecomunicações em postes, no atendimento das Normas Regulamentadoras aplicáveis (NRs).

Mediação:

Engenheiro Marcius Vitale

Debatedores:

Engenheiro Agnaldo Bizzo, sócio diretor da DPST – Desenvolvimento e Planejamento em Segurança do Trabalho

Engenheiro Gianfranco Papalon, consultor, ex-Auditor Fiscal do Trabalho do Ministério da Economia

 

O resultado do webinar superou nossas expectativas de público.

Link do Webinar:https://youtu.be/EssLzLlhHIA

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