jun 14

47º Encontro de Provedores Regionais – Contagem – MG – Abril de 2019

O engenheiro Marcius Vitale, da Vitale Consultoria e Inteligência de Negócios, apresentou no 47º EPR promovido pela Momento Editorial, a palestra: Compartilhamento de Redes de Telecomunicações – Comentários e Novas Tecnologias.

Outro assunto que despertou grande interesse do público: Procedimentos de projetos utilizando microdutos e microcabos.

O tema apresentado mostrou com imagens de alta resolução, a situação da infraestrutura de redes de telecomunicações no Brasil, detalhando as técnicas para compartilhamento das redes aéreas e subterrâneas.

jun 14

ABRINT 2019 – Encontro Nacional

A 11a edição do Encontro Nacional de Provedores promovido pela ABRINT, foi realizado no Centro de Convenções Frei Caneca – São Paulo nos dias 05, 06 e 07 de junho de 2019.

O evento cresce a cada ano, sendo considerado o maior encontro de ISPs da América do Sul.

Mais uma vez o evento da ABRINT debateu os temais mais importantes da agenda governamental. Dentro dos temas do evento, o Engenheiro Marcius Vitale apresentou a palestra: Infraestrutura de Telecomunicações para ISPs – Procedimentos, Técnicas, Normas e Condutas. A apresentação transmitiu aos presentes, os mais modernos conceitos de gestão da infraestrutura urbana de telecomunicações, com foco no compartilhamento das redes utilizando microtecnologia (microdutos e microcabos).

Dados do evento:

Cerca de 10 mil congressistas, 150 expositores e 50 palestras.

abr 22

ABRINT na Estrada – Ribeirão Preto – 2019

Conforme previsto estive em Ribeirão Preto – SP apresentando no evento da ABRINT na Estrada, a palestra técnica abordando o tema:

Infraestrutura de Telecomunicações para ISPs

Dicas, Normas e Condutas

ABRINT na Estrada tem obtido bastante sucesso, na disseminação de informações relevantes aos ISPs de todo o Brasil.

Minha apresentação teve como mediador o Engenheiro Carlos Godoy, Conselheiro da Abrint e sócio diretor da CG & Consultores.

A Associação está de parabéns por mais este evento de sucesso.

Engenheiros: Carlos Godoy e Marcius Vitale

 

PROGRAMAÇÃO:

8h às 9h30

  • Credenciamento

09h30 às 10h – Abertura

  • A importância da regularização para o crescimento do setor

           Palestrante: Basílio Perez, conselheiro da ABRINT

 10h00 às 10h30

  • Café com o expositor

 10h30 às 11h30

  • Eficiência Operacional para Provedor FTTH

           Palestrantes: Ronaldo Couto, Primori e Rogério Couto da RL2M

11h30 às 12h30

  • Gestão do tempo fora do relógio

           Palestrante: Eliana Simione, empresária e coach executive

12h30 às 14h

  • Almoço Livre

14h às 15h00

  • Como se proteger de ataques DDoS e escolher a melhor forma de mitigação

            Palestrante: Wardner Maia, conselheiro da ABRINT

15h00 às 16h00

  • Infraestrutura de telecomunicações para ISPs: dicas, normas e condutas

           Palestrantes: Marcius Vitale, engenheiro e consultor na área de infraestrutura e membro do grupo de infraestrutura do sindicato dos engenheiros do estado de São Paulo

           Moderador: Carlos Godoy, conselheiro da ABRINT

16h00 às 16h30

  • Gestão por resultado – Mantenha o foco no essencial

           Palestrante: Silvia Folster, CEO da Cianet

16h30 às 17h00

  • Deixando de ser técnico e tornando-se gestor

           Palestrante: Henri Cardim, presidente da HFC Consultoria

Das 17h às 18h

  • Coquetel com o expositor 

Sala Nic.Br

11h30 às 12h

  • Aumentando a segurança da sua rede e se protegendo de ataques 
    Palestrante: Gilberto Zorello, coordenador de projetos do Nic.Br

12h às 12h30

  • IPv6: 30% dos brasileiros já usam! Seus clientes estão entre eles?
    Palestrante: Antônio Moreiras, gerente de projetos e desenvolvimento do Nic.Br

14h às 17h

  • Segurança para provedores regionais: conheça as melhores práticas*

           Palestrante: Antônio Moreiras, gerente de projetos e desenvolvimento do Nic.Br 
           *Curso prático, levar notebook.

fev 12

O Caótico Cenário da Infraestrutura de Telecomunicações Urbana

Por Marcius Vitale

O Caótico Cenário da Infraestrututa de Telecomunicações Urbana
Não só os postes repletos de cabos dependurados poluem as grandes cidades brasileiras, mas uma área esquecida que está embaixo dos nossos pés é um grande motivo de preocupação, pois impactam diretamente na qualidade dos serviços públicos essenciais.

O planejamento urbano de médio e longo prazo não é realizado a contento, facilitando com que algumas redes subterrâneas sejam implantadas sem a preocupação com a qualidade dos projetos e com uma vida útil tremendamente reduzida.

Além de redes implantadas sem o respeito às práticas da boa engenharia, muitas obras ocupam os escassos espaços físicos existentes, dificultando instalações futuras.

Um Frankstein urbano repleto de cicatrizes com redes subterrâneas instaladas em zonas densas, dificulta futuros avanços para a realização de manutenções e a implantação de futuras redes, impactando na qualidade de vida da sociedade, onerando sobremaneira o custo dos serviços prestados e o meio ambiente.

É sabido que cabe a União legislar sobre serviços de água, informática, energia, radiodifusão e telecomunicações (art. 22, inciso IV da Constituição da República Federativa do Brasil), e aos Estados, diretamente ou em caráter de concessão os serviços locais de gás canalizado (art. 25, § 2º da mesma Constituição Federal). Para os municípios cabe o papel de agente paralelo, cuja responsabilidade é a prestação de um serviço público que depende da rede elétrica – a iluminação pública, mas sem poder legislar sobre os demais serviços descritos acima.

Uma dúvida paira no ar quando abordamos o assunto postes e o subsolo urbano. Quem tem o poder de legislar sobre essas infraestruturas que tem apresentado enormes problemas pelo excesso de fios e cabos dependurados em postes e canalizações subterrâneas sem projetos adequados? É um assunto local ou da esfera federal? 

O Art. 30 da Constituição Federal define que compete aos municípios – inciso I – legislar sobre assuntos de interesse local, citação que poderia ser utilizada para reforçar o direito das prefeituras em auxiliar a esfera federal, no controle do ordenamento do subsolo e na ocupação desordenada das redes de cabos de telecomunicações que poluem o cenário nas cidades brasileiras.

Mesmo sendo de competência da União como poder concedente, a fiscalização dos serviços de telecomunicações está sem uma gestão adequada, o que vem ao encontro com o aumento da poluição visual descontrolada com dezenas de cabos dependurados nos postes.

Necessário se faz que uma política pública municipal seja criada e seguida pelos diversos atores envolvidos, para que o reordenamento do subsolo e o uso dos postes seja respeitado, assegurando que cada empresa utilize racionalmente o espaço físico a ela dedicado.

Outro ponto vital para o sucesso da empreitada é que de alguma forma os municípios possam fiscalizar as implantações das redes, assim como os materiais que estão sendo utilizados, para que as complexas obras urbanas tenham uma longa vida útil.

Cito como exemplo os dutos de PEAD – Polietileno de Alta densidade, um dos insumos mais utilizados nos trabalhos de enterramento das redes de telecomunicações no Brasil. Por falta de orientação, diversas prestadoras de serviços adquirem os dutos de PEAD que não atendem as normas brasileiras. Produtos são adquiridos com um percentual de material reciclado acima dos valores permitidos. Um duto de PEAD certificado tem uma longa vida útil (algumas décadas), ao passo que os reciclados podem sofrer degradação em pouco tempo, o que irá acarretar novas aberturas das vias e de novas recomposições asfálticas em obras recém finalizadas.

O panorama atual é preocupante, é necessário planejar corretamente a utilização dos escassos espaços urbanos de forma competente, assim como, exigir dos atores a confecção de bons projetos, com a utilização de produtos certificados e mão de obra treinada.

O enterramento de grande volume de dutos de telecomunicações, diretamente em valas abertas não tem sentido. Este procedimento é um fator impeditivo para futuras expansões e serviços de manutenção. 
Temos recomendado a utilização de mini galerias, as quais podem abrigar diversos dutos, subdutos e microdutos, facilitando futuros remanejamentos e mesmo a substituição dos citados produtos ao longo dos anos.
Mesmo com um custo financeiro maior por ocasião da implantação, as mini galerias podem propiciar uma sobrevida considerável na infraestrutura subterrânea, minimizando os custos de manutenção e preservação das vias.

A situação brasileira é sui generis com dezenas de empresas disputando os escassos espaços públicos. Da forma que está não dá para continuar. Seremos cobrados num futuro próximo pela nossa miopia em não saber planejar de forma adequada e racional a utilização desse bem finito – o subsolo urbano.

A fiscalização dos projetos deve ser exercida por quem está próximo do problema, no caso as administrações municipais, e não por organismos que gravitam em outras plagas, distantes do olho do furacão.

Algumas sugestões:

É mister que seja desenvolvido um sistema de planejamento e gestão para controle e monitoramento da utilização do subsolo urbano sob a gestão das prefeituras municipais.

Estabelecer uma legislação especial para disciplinar o uso do subsolo nas grandes cidades brasileiras.

Criar incentivos por parte do governo, universidades e agências de fomento, para o estudo e desenvolvimento de pesquisas que possam nortear a utilização correta do subsolo, com a implementação de novas tecnologias.

Instituir sistemas georeferênciados com a utilização de georadar para a investigação e mapeamento do subsolo urbano.

O cenário observado é surreal tendendo ficar pior, e antes que a situação fique insustentável é necessário uma conjugação de esforços envolvendo todos os atores, na condução de procedimentos corretos, que atendam integralmente as práticas da boa engenharia, e esta atitude deve ser seguida por todos os atores e governo, sob pena de observarmos num curto espaço de tempo, a ocorrência das tragédias anunciadas que estão ocorrendo em outras áreas em todo o país e que tem provocado perdas incalculáveis a sociedade.



jan 21

Gestão de Impacto na ACIA – Associação Comercial Industrial de Araraquara.

Gestão de Impacto

A palestra Gestão de Impacto foi apresentada no último dia 26 de setembro na ACIA – Associação Comercial e Industrial de Araraquara – São Paulo.

Atendendo o convite do presidente da ACIA José Janone Junior, o engenheiro consultor e músico Marcius Vitale apresentou o Projeto Tocando sua Empresa – Gestão de Impacto para os associados da entidade.

A “palestra-show” apresentou a evolução das organizações ao longo das últimas décadas fazendo um paralelo entre a música e a gestão das empresas.

O palestrante foi acompanhado pela banda Tocando sua Empresa, composta pelos músicos: Marcos Néves – Violão e Voz, Irlana Maia – Bateria e Renata Figueiredo – Baixo.

O tema propôs de forma clara com muita música boa, a integração, o alinhamento e a motivação das equipes corporativas para nova visão do que ocorre no mundo digital contemporâneo, no desenvolvimento de lideranças competentes e com visão de futuro.

Os conceitos criados pelo consultor músico: “Gestão Jazz, Gestão Clássica, Gestão Rock, Gestão Samba e Gestão Sertaneja” despertaram enorme interesse dos participantes, justamente pelo assunto inédito e também pela maneira como foi apresentado.

Na segunda parte deste encontro, o consultor fez uma detalhada abordagem sobre as últimas novidades no universo digital: IoT – Internet das Coisas & Marketing 4.0 & RPD – Rádio Peão Digital, citando que a conjugação dos assuntos abordados, está mudando radicalmente a maneira de gerir empresas e quem não estiver atento aos fatos, não irá navegar no mar azul da tecnologia.

Por se tratar de assuntos palpitantes e atuais, a palestra atingiu plenamente seus objetivos, transmitindo aos 600 participantes, dicas e sugestões do que deve ser observado e praticado no seio das organizações.

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ago 10

Palestra sobre Infraestrutura Urbana de Telecom na AES Eletropaulo

Foto Palestra Eletropaulo agosto 2018

 

A  convite da Vice Presidência de Relações Externas e do Diretor Comercial da empresa, apresentei na AES Eletropaulo no dia 09 de julho de 2018  palestra sobre o tema Infraestrutura de Telecomunicações Urbana, para a equipe de Compartilhamento de Infraestrutura da empresa.

 

No período da tarde do mesmo dia, realizamos uma ampla discussão técnica sobre o assunto com o corpo técnico de engenheiros da empresa, a respeito de normas técnicas e eventuais oportunidades de melhorias.

 

Estamos planejando outros encontros para os próximos dias, para a continuidade da discussão do tema – Melhoria da Infraestrutura.

ago 06

Entidades discutem a ocupação de postes em evento na FIESP

 

FIESP Workshop Infra Junho 2018

Cabos irregulares e caídos, acidentes com mortes e disputas judiciais parecem um cenário de filme de suspense, mas na verdade fazem parte da trama envolvendo a ocupação de postes e dutos no Brasil. Com a expansão dos provedores de Internet, os problemas tendem a se agravar – hoje já são mais de 7500 empresas com licença SCM.

“No passado tínhamos as práticas Telebrás, que eram seguidas rigorosamente. Hoje identificamos 90 pontos ofensores nas redes”, disse o engenheiro e CEO da Vitale Consultoria, Marcius Vitale, durante o workshop “Infraestrutura Urbana de Telecomunicações: Legislação”, realizado pela Fiesp, que reuniu representantes da Aneel, Anatel e de entidades setoriais para debater os principais problemas do setor. A falta de treinamento da mão de obra, por exemplo, um dos “pontos ofensores” citado por Vitale, resulta em redes de má qualidade e riscos de acidentes para o trabalhador e moradores.

Um instrumento que deve dar maior celeridade aos processos é o processo de ajuste anunciado em junho pela Aneel e Anatel, que prevê a elaboração de AIR – Análise de Impacto Regulatório da Resolução nº 4, de 2014. Segundo Abraão Balbino, superintendente de competição da Anatel, a perspectiva é de que apenas em meados do próximo ano deverá sair a nova regulação, ou revisão da atual. Os ajustes da AIR ainda precisam passar por consulta pública e aprovação.

Um dos pontos da revisão é a classificação das cidades em categorias. A grande maioria (cerca de 4000 municípios com até 70 mil habitantes) está nas chamadas regiões de baixa ocupação, com no máximo seis prestadoras. Já a região de média ocupação envolve 7 a 12 operadores. Nessa faixa estão 800 municípios com 3000 a 500 mil habitantes. “Podem ter problemas de ocupação, mas uma solução de subcompartilhamento pode resolver”, disse Balbino. O maior problema está nos 160 municípios brasileiros com 3 a 20 prestadores, onde a demanda é maior do que a oferta.

Uma possível solução do ponto de vista de infraestrutura passiva envolve o acesso às fibras ativas das operadoras. O PGMC – Plano Geral de Metas e Competição propõe a comercialização da alta capacidade de transporte de fibra das redes de transporte metropolitanas e interurbanas. “A ideia é regular esse mercado, com a Anatel controlando o preço em certas situações e também tendo acesso aos dutos das operadoras”, disse Balbino. Hoje existe um congestionamento das redes enterradas, mas muitos dutos ainda têm capacidade excedente, que poderia ser compartilhada. O preço seria da ordem de R$ 150/km de duto, equivalente ao do poste (R$ 120/km, considerando o preço de referência de R$ 4,00).

“Vivemos num ambiente em que são frequentes os fios emaranhados, com muitos cabos partidos, não necessariamente de energia elétrica”, disse o superintendente adjunto de Regulação dos Serviços de Distribuição da Aneel, Hugo Lamin. “Temos deficiências no compartilhamento de infraestrutura. Os setores têm que atuar de forma conjunta”.

Em abril, a Anatel e Aneel criaram uma Comissão de Arbitragem, criada por Aneel e Anatel, para mediar disputas envolvendo o uso de postes e a regularização da ocupação dos postes.

Entre os destaques da comissão estão os despachos o 778 e o 779, ambos de abril de 2018. O objetivo é regularizar a ocupação de 2129 postes da Eletropaulo em São Paulo. A comissão mandou Claro, Oi, TIM e Vivo limparem mais de 2 mil postes até julho. Segundo a Resolução Normativa Aneel nº 797/2017, as distribuidoras podem cortar cabos por questões emergenciais e cortar cabos clandestinos.

Mas a maior parte dos conflitos intra-setoriais e inter-setoriais é relacionada ao preço. Enquanto tem operadora que paga R$ 0,60 pelo poste, tem provedor que paga R$ 22. “É muito difícil competir, é preciso ter isonomia e previsibilidade”, disse Balbino.

Hoje há 170 processos sobre preço em andamento na agência, com 25 decididos em definitivo. “Com os processos de arbitragem quem ganha são os escritórios de advocacia e litígio nos órgãos reguladores. Isso não é eficiente para os empresários e onera a máquina do estado somente para arbitrar”, disse Balbino. Ou seja, é preciso pensar em outras soluções mais abrangentes e eficientes do ponto de vista técnico e econômico.

 

Sandra Mogami – Editora – Revista RTI edição de agosto de 2018

 

jul 21

Palestra na FIESP – Workshop Infraestrutura de Telecomunicações: Novas Tecnologias

Fiesp Workshop julho 2018 06

18/07/2018

Debate sobre infraestrutura de redes atrai grande público


Deborah Moreira

Comunicação SEESP

O público lotou o pequeno auditório da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na capital paulista, que recebeu os palestrantes do “Workshop: Infraestrutura urbana de telecomunicações: novas tecnologias” na manhã desta quarta-feira (18). Cerca de 200 pessoas acompanharam as apresentações dos especialistas convidados, entre eles dois representantes do SEESP:  o diretor do SEESP Carlos Augusto Kirchner e o consultor e coordenador do Grupo de Infraestrutura, ligado ao Conselho Tecnológico do sindicato, Marcius Vitale.

O tema tem sido recorrente nos últimos anos, uma vez que o SEESP tem encampado a luta pelo reordenamento de fios e cabos elétricos nos postes de iluminação nas cidades brasileiras. O consultor deu início à atividade apresentando sua coleção de flagrantes de infraestruturas danificadas ou com graves problemas de segurança, colocando em risco, inclusive, não só pedestres, como trabalhadores que prestam o serviço para as centenas de empresas terceirizadas do setor.

Nas caixas que armazenam a fiação destinada a condomínios a situação é alarmante, conforme Vitale. “No antigo Sistema Telebras, nós especificávamos dois dutos por caixa R2 – que é de passagem, com 1,55 por 80 centímetros. Hoje são até 15 dutos de 40 milímetros e dois de 100 milímetros, conjugados. Esse é um item que teremos que olhar com atenção. Em termos de engenharia, isso é totalmente inaceitável”, exclamou ele.

Vitale lembrou, também, a situação das caixas subterrâneas em que está o cabeamento das operadoras, que dividem espaços muito pequenos: “Como é possível compartilhar se não há nem como entrar nessas caixas subterrâneas, tamanho o emaranhado de fios e emendas. As soluções que temos preconizado, pelo sindicato, são galerias técnicas. Não as grandes, em que é possível entrar, mas as menores, em que cabe uma estrutura tubular onde podem ser lançados os dutos. “Assim, daqui a 50 anos ou mais, quando for necessário um remanejamento, será possível fazê-lo com clareza e segurança. No caso dos dutos enterrados, da maneira como estão, você elimina o subsolo. Com as galerias técnicas fica mais caro, mas é possível preservá-lo e melhor utilizá-lo”, completou.

Ele recordou, ainda, que o padrão nacional atualmente são cinco cabos com mais um da própria concessionária, nos postes de compartilhamento. Também há regra para os pontos de fixação dos fios, que podem reter até 65 milímetros de cabos dentro da estrutura tubular. O que estiver acima disso encontra-se fora de norma.  “O reordenamento implica adoção de novas tecnologias e, nesse caso, exige-se o compartilhamento da infraestrutura. Não tem jeito. As empresas vão precisar criar uma nova cultura”, concluiu Vitale.

Kirchner contou aos participantes sobre a criação da Comissão de Infraestrutura Aérea Urbana (Coinfra) de Bauru, prevista no Decreto 13.559/17, para discutir soluções ao reordenamento de fios e cabos, ao encontro da legislação municipal (nº 6.679/2016). Essa última dispõe sobre a obrigatoriedade de a concessionária de serviço público de distribuição de energia elétrica, no caso a CPFL Paulista, regularizar o emaranhado, bem como notificar as operadoras responsáveis pelos cabos. A comissão está prevista na chamada Lei Geral de Antenas (nº 13.116/17), de âmbito federal.

Até o momento, cerca de 50 municípios possuem legislação própria sobre o tema. Os esforços estão surtindo resultados, caso de Bauru, no interior paulista. A partir de um mapeamento administrativo já existente, está sendo possível a setorização da cidade para encaminhamento da fiscalização e devidas notificações e ações das empresas. Trata-se da “faxina de cabos mortos”, uma das ações da Coinfra, em parceria com a distribuidora e operadoras de telecom. Segundo Kirchner, a CPFL apresentará em breve um plano de ação para que a totalidade do material abandonado nos postes seja removida e lhe seja dada destinação correta. Também está previsto um termo de compromisso, a ser assinado em breve entre a companhia e o município. O objetivo é estabelecer metas mensais, por região da cidade.

“A receita que temos seguido é: o município notifica a distribuidora que, por sua vez, notifica a companhia de telecomunicações. Se não for corrigido o problema, é aplicada multa a essa empresa ou à distribuidora, caso não tenha tomado providências”, contou o diretor do SEESP.

Com entusiasmo, Kirchner encerrou sua explanação alertando que não é mais possível “empurrar esse assunto com a barriga”. “O poder público municipal deve agir de forma coordenada com os demais setores, com diálogo e ações efetivas. Estamos aprendendo na prática que isso é possível. Temos que enfrentar esse problema, por mais que a situação pareça caótica, como é o caso de São Paulo.”

Outros participantes
Quem também falou foi o diretor do Departamento de Controle e Cadastro de Infraestrutura Urbana da Prefeitura de São Paulo (Convias), Marcos Romano, representando Vitor Levy Castex Aly, secretário municipal de Serviços e Obras (Siurb). Segundo ele, o Executivo paulistano está desenvolvendo um novo sistema de georreferenciamento, em software livre, em parceria com a Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Município (Prodam), que vai monitorar a infraestrutura de redes da cidade com maior eficiência. “Estamos muito atrasados, usando um sistema inadequado às nossas necessidades, o GeoConvias. Agora, estamos preparando um novo, o GeoInfra, e pleiteamos o financiamento com empresas japonesas de alguns projetos que visam o reordenamento dessa infraestrutura. Em breve devemos ter um retorno”, contou Romano. Segundo ele, a Convias tem uma demanda muito grande de solicitações e uma defasagem em sua avaliação. “São 357 projetos somente neste ano, que foram apresentados pelas empresas de telecomunicações.”

Quem também descreveu um cenário difícil de atuação foi Sidney Simonaggio, vice-presidente de Relações Externas da Eletropaulo. “A legislação existente reconhece que é preciso, mas estabelece um ritmo lento, de 2.100 postes regulamentados ao ano. A Eletropaulo tem 1 milhão e 200 mil postes. É só fazer a conta: vai levar 600 anos para consertar tudo. Esse é um dos pontos que precisamos melhorar”, destacou. Ele contou que a Eletropaulo recebe 7 mil reclamações, por telefone, ao ano, referentes a cabos e fios.

Enquanto isso, como frisou Helmann Strobel Penze, analista de Redes da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), “no exterior já se tem fibras ópticas compartilhadas”. A RNP é vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e mantida por quatro outras pastas do governo – Educação, Cultura, Saúde e Defesa, que participam do Programa Interministerial da RNP (PI-RNP).

jul 21

Infraestrutura de Telecomunicações – Divulgação Fiesp

Fiesp MMMMM

WORKSHOP DEBATE INFRAESTRUTURA DE TELECOMUNICAÇÕES NA FIESP

Fiesp Workshop Julho 2018 - 02 Fiesp Workshop julho 2018 06

Fiesp Workshop julho 2018 07

 

18/07/2018

Evento reuniu especialistas e representantes de empresas e órgãos públicos na manhã desta quarta-feira (18/07)

Foi realizado, na manhã desta quarta-feira (18/07), na sede da Fiesp, em São Paulo, o workshop “Infraestrutura Urbana de Telecomunicações: Novas Tecnologias”.  O evento foi organizado pelo Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da federação, com moderação do diretor da área, Marco Ginciene. E reuniu representantes de empresas e órgãos públicos.

Para o Marcius Vitale, CEO da Vitale Consultoria, as novas tecnologias exigem compartilhamento de infraestrutura. “Isso permite a transmissão simultânea de energia e dados em banda larga”, explicou. “E diminui a quantidade de cabos aéreos de telecomunicações em postes, além do ganho social trazido pela expansão da rede de fibra ótica”.

E por falar em tecnologia, o diretor do Departamento de Controle e Cadastro de Infraestrutura Urbana da Prefeitura de São Paulo, Marcos Romano, destacou que não é simples fazer o planejamento das ações na área.

“O fluxo de inserção de dados e o desenho do sistema são organizados de modo digital”, disse.

Ele explicou que existem hoje duas redes de telecomunicações cadastradas na prefeitura e disse como deve ter feito esse cadastro.

Sobre o papel das prefeituras nesse ponto, o diretor do Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo, Carlos Augusto Kirchener, destacou o protagonismo municipal na área.

“Isso envolve a aprovação da Lei Municipal de Combate ao Emaranhado de Cabos”, explicou. “E a atribuição de zelar pela segurança de todos no que diz respeito à segurança no compartilhamento das redes”.

O engenheiro sugeriu ainda a realização de uma faxina de fios emaranhados nas cidades, com a sugestão de metas de trabalho para algumas prefeituras.

O sindicato também trabalha em ações de apoio à melhoria da qualidade dos serviços prestados e à correção dos desordenamentos de cabos, com a retirada de todas as reservas técnicas em desacordo com as normas.

“O aperfeiçoamento da Aneel e da Anatel em muito podem contribuir para esse processo de evolução também”, disse.

Rede subterrânea 

Vice-presidente de Relações Externas da Eletropaulo, Sidney Simonaggio lembrou que, na realidade, “todos estão insatisfeitos”. “Recebemos 7 mil ligações por ano referentes a problemas com fios e cabos”, afirmou.

Simonaggio apresentou os regulamentos vigentes hoje, com um histórico das leis sobre o tema.

E disse que a empresa tem “ações intensas de fiscalização”, com o acionamento da Comissão de Resolução de Conflitos da Aneel/Anatel sempre que necessário. “O auditório está cheio aqui exatamente porque todos queremos mudar, aprimorar o cenário que vemos hoje”.

De acordo com Simonaggio, são 322 mil clientes da Eletropaulo atendidos por rede subterrânea, o que significa 4,8% do total.

Ele destacou que o custo de uma rede de distribuição subterrânea é de 10 a 20 vezes mais alto que a rede aérea. “Um custo que vai para a tarifa”, disse. “Usamos onde faz sentido, os custos variam por região, por conta de fatores como a quantidade de carga, por exemplo”.

Já o custo de manutenção da rede subterrânea é 24% maior, “exige mais tecnologia”, conforme Simonaggio.

Segundo ele, para realizar um projeto grande de aterramento, a tarifa não pode ser a única fonte de financiamento. “A isenção de impostos pode levar à viabilidade econômica da iniciativa, entre outras ações”, explicou. “É preciso ter visão de longo prazo”.

Também participante do debate, Helmann Strobel Penze, analista de redes da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), destacou problemas na formação dos técnicos que trabalham na área.

“As empresas se afastaram da academia, perdemos força ao abandonar as universidades”, disse. “Precisamos inovar em tudo o que for possível.

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp 

jul 16

Palestra na FIESP – Compartilhamento de Redes de Telecomunicações

Workshop – FIESP – Infraestrutura Urbana de Telecomunicações: Novas Tecnologias

No próximo dia 18 de julho de 2018, o Presidente da ADINATEL Engenheiro Marcius Vitale irá apresentar no Workshop a palestra Compartilhamento de Redes de Telecomunicações Urbana.

O ordenamento dos fios nos postes necessitam de reorganização, novos investimentos e ações conjuntas por parte das distribuidoras de energia, operadoras de telecom e pequenos provedores. O Workshop tratará sobre soluções tecnológicas e padronização de procedimentos para a execução de projetos, obras e fiscalização. Também serão abordadas as necessidades de realização de planejamento integrado e compartilhamento da infraestrutura das redes aéreas e subterrâneas.

Participe!

Programação*

Dia 18 de julho de 2018

das 09h00 às 12h30

Moderador: Marco Ginciene, Diretor de Telecomunicações do Departamento de Infraestrutura da FIESP

Palestrantes:
  Marcius Vitale, Consultor e Coordenador do Grupo de Infraestrutura do SEESP, Presidente da Adinatel e CEO da Vitale Consultoria
  Vitor Levy Castex Aly, Secretário da Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obras (SIURB) de São Paulo
  Carlos Augusto Kirchner, Diretor do Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo (SEESP/FNE)
  Sidney Simonaggio, Vice-Presidente de Relações Externas da Eletropaulo
  Helmann Strobel Penze, Analista de Redes da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP)

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