fev 17

(sem título)


TelComp e Fitec desenvolvem ferramenta para registro e fiscalização de postes

Software é baseado em imagens e inteligência artificial.

13/12/2021

A TelComp – Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas vem realizando uma série de ações com o objetivo de promover uma melhor organização das redes aéreas. “Há muitas críticas nos setores e acusações de que nada é feito para resolver o problema. Queremos mudar essa percepção com a execução de medidas concretas e um trabalho robusto, inclusive já com resultados reais”, diz Luiz Henrique Barbosa da Silva, presidente da TelComp.

Dentro desse plano, o primeiro projeto sob o comando da entidade foi batizado com o nome de Reordenamento Ágil. Adotado por sete de suas associadas com presença em São Paulo, o programa prevê um trabalho em conjunto: quando pelo menos duas operadoras (e no máximo quatro) forem acionadas pela distribuidora para regularização da rede em uma área comum, a regularização será feita de forma coordenada e pela mesma empreiteira contratada especificamente para esse fim. Somente quando o prazo for emergencial, por exemplo, com poucos dias para execução, a própria operadora realizará o ajuste, pois não há tempo para o planejamento compartilhado. Os resultados são positivos: de julho a setembro de 2021, já foram reorganizados cerca de 2800 postes na região metropolitana. “A resolução atual estabelece a meta de regularização de 2100 postes por ano. Em três meses de atuação conseguimos fazer mais do que isso”, compara o presidente da TelComp, que está apresentando a ideia às associadas do Nordeste e Sul para possível replicação nas regiões.

Uma outra frente da entidade, com a consultoria do engenheiro de telecomunicações Marcius Vitale e parceria da Fitec – Fundação para Inovações Tecnológicas, de Campinas, SP, é o desenvolvimento de um software para fiscalização do uso dos postes. “Não basta ordenar a rede. É preciso manter atualizado o banco de imagens dos postes ordenados de forma georreferenciada, onde, no caso de mudanças ou ocupação irregular, a empresa poderá atuar rapidamente e evitar que a situação se agrave”, afirma Vitale.

Baseado em imagens e inteligência artificial, o software permite cadastrar os cabos, postes, pontos de fixação e equipamentos a partir das BAPs (abraçadeiras) ou plaquetas de identificação. Os elementos são fotografados e registrados no sistema, que roda na nuvem e poderá ser acessado a qualquer momento. “Com as informações integradas, será possível visualizar o mapa dos postes em um município, fazer recortes de uma determinada área de interesse e gerar dashboard com os principais indicadores”, diz José Luiz Malavazi, diretor de negócios da Fitec, entidade que também desenvolve ferramentas semelhantes para inspeção de linhas de transmissão de energia por meio de drones.

Além da precisão muito superior em relação às inspeções manuais, a ferramenta oferece uma elevada produtividade: estima-se que uma dupla de técnicos, em carros equipados com dispositivos de captura, consiga vistoriar 1200 postes por dia, 12 vezes mais que no método convencional. “Com o sistema de captura e rápido processamento de imagens, as empresas poderão registrar as áreas pós-arrumação e depois manter a fiscalização contínua das redes”, diz Malavazi.

Por fim, uma terceira ação da TelComp voltada para o compartilhamento de redes é a realização de testes de campo com postes em situação real, sob diversas configurações e cenários. O trabalho também será executado pela Fitec, que montará o ambiente de provas no campus da PUC de Campinas, com a participação de professores e especialistas das Faculdades de Engenharia Civil, Elétrica e Mecânica. Todas as atividades levam em consideração o atendimento às normas técnicas e de segurança do trabalho, como NR-01, NR-10 e NR-35. 

Com início previsto para o final de janeiro de 2022 e duração de seis meses, os ensaios serão realizados com experimentações práticas de cabos instalados em postes nos diversos cenários da infraestrutura de redes detectados em campo, que passarão por testes de esforços mecânicos e uso de ancoragem em final de ramal de emendas e reservas, derivações, caixas subterrâneas próximas ao poste e fio drop. Também está previsto o desenvolvimento de suportes e ferragens especiais, capazes de suportar, por exemplo, um aumento na quantidade de ocupantes (atualmente são permitidos seis), o tamanho da faixa destinada às operadoras de telecomunicações (hoje são 50 cm) e até mesmo o uso de postes mais altos.

Os resultados e pareceres técnicos da prova de conceito fornecerão subsídios à comissão de estudos da NBR 15.214/2005 – Rede de distribuição de energia elétrica – Compartilhamento de infraestrutura com redes de telecomunicações, atualmente em processo de revisão na ABNT. “Essa norma está muito desatualizada e poderá ser complementada num futuro próximo, com os estudos em desenvolvimento na prova de conceito em curso, os quais irão atender integralmente os preceitos técnicos fundamentados nas práticas da boa engenharia.  Os ensaios de campo realizados pela Fitec permitirão uma avaliação bastante confiável e imparcial das limitações técnicas e possibilidades”, diz Silva, da TelComp. De acordo com ele, as distribuidoras de energia renovam em média 2% a 3% de seu parque de postes a cada ano. “Se em 10 anos conseguirmos que troquem 30% de seus postes por versões mais robustas, será um grande avanço”, diz.

out 03

Palestra Técnica “Segurança do Trabalho” na ABNT GT – Revisão NBR 15214

jul 16

Cidades Inteligentes – CREA MA – “Ordenamento das Redes de Telecomunicações Aéreas em Postes”

4ª reunião ordinária do Grupo de trabalho CIDADES INTELIGENTES

Publicado em: 15 de julho de 2021

  • A 4ª reunião ordinária do Grupo de Trabalho Cidades Inteligentes, que aconteceu no dia 13 de julho, foi marcada por palestras sobre Ordenamento das Redes de Telecomunicações Aéreas em Postes.  

O eng. eletric. Marcius VitaleCEO da Vitale Consultoria, Coordenador do Grupo de Infraestrutura de Telecomunicações do SEESP e Presidente da Adinatel, apresentou algumas técnicas para o Reordenamento de Redes de Telecomunicações em Postes e, o eng. mec. Carlos Augusto Ramos Kirchner, Diretor do SEESP e Presidente do Coinfra, apresentou o Case da Cidade de Bauru – Projeto Coinfra.

Coordenada pela eng. eletric. Catterina Dal Bianco, participaram da reunião o eng. eletric. e coordenador da Câmara de Engenharia Elétrica do Crea-MA, Rogerio Moreira Lima, os engenheiros eletricistas Patryckson Marinho, Mauricio Machado, superintendente de Fiscalização do Crea-MA, eng. mec. Wesley Assis, e o Assessor Jurídico das Câmaras Especializadas, Alexsandro Bastos.

O eng. eletric. Mauricio Machado de Oliveira colocou a importância do ordenamento das Redes de Telecomunicações que compartilham os postes da Rede de Distribuição de Energia Elétrica, e a importância que o GT Cidades Inteligentes do CREA-MA proponha no seu relatório final esse ordenamento por minuta a prefeitura municipal com vistas a garantir qualidade e segurança na prestação dos serviços de telecomunicações.

Para o eng. eletric. Patrycsson é preciso considerar alguns pontos: como se alcança o ponto ótimo entre o uso do espaço público no posteamento aéreo destinado às empresas de telecomunicações e a concorrência no setor visto as liberações quase que automáticas por parte da ANATEL nas concessões para novos provedores de serviço de comunicação?  E diante da ocupação que extrapola muitas vezes o espaço público permitido no posteamento aéreo que afeta a qualidade dos serviços de comunicações, há o que se fazer?

O Coordenador da CEEE/CREA-MA, eng. eletric. Rogerio Moreira Lima, alertou sobre os riscos e acidentes que tem ocorrido envolvendo provedores de internet e a preocupação do CREA-MA para que se tenham ações preventivas alertando ao GT Cidades Inteligentes a importância para uma proposta do GT sobre o reordenamento das Redes de Telecomunicações em postes.

jun 15

Infraestrutura para 5G no CREA-MA

maio 27

Live de Segurança do Trabalho na TELCOMP – Maio 2021

maio 27

Palestra no CONFEA – Infraestrutura de Telecomunicações

No dia 19 de maio de 2021, apresentação de palestra para o CONFEA – Confederação Nacional de Engenharia e Agronomia, abordando o tema infraestrutura de Telecomunicações.

O tema foi apresentado online no Encontro Nacional  realizado em Brasília, na Reunião Ordinária da Coordenadoria Nacional das Câmaras Especializadas de Engenharia Elétrica – CCEEE da entidade.

Presentes ao evento todos os Coordenadores das Câmaras de Engenharia Elétrica dos CREAs Estaduais.

No período da tarde, durante a reunião da Coordenadoria, houve a palestra sobre Infraestrutura de Telecomunicações na Era 5G, apresentada pelo engenheiro elétrico e engenheiro telecomunicações, Marcius Vitale, consultor e integrante do Conselho Assessor de Comunicação e Telecomunicações do Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo (Seesp), Presidente da Adinatel e CEO da Vitale Consultoria.

Confira a apresentação.

maio 01

Live sobre Segurança do Trabalho na Telcomp – Abril 2021

Nesta última semana de abril, na qual as empresas se debruçam sobre o tema “Segurança do Trabalho”, a Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas (TelComp), que reúne mais de 70 operadoras em todo o país, realizou uma live exclusiva para suas Associadas com o tema “Segurança do trabalho: processos de atualização das Normas Regulamentadoras (NRs) aplicáveis ao setor Planta Externa de Telecomunicações”.

O evento reuniu os especialistas Marcius Vitale, engenheiro de Telecomunicações, Segurança do Trabalho e coordenador do grupo de Infraestrutura do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP), Aguinaldo Bizzo de Almeida, engenheiro Eletricista, diretor do Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo (SEESP), membro do Grupo Técnico de Trabalho (GTT) da NR10 e Gianfranco Pampalon, engenheiro Civil e de Segurança do Trabalho, além de membro do CNTT do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) na elaboração da NR35.

Além de informar e atualizar suas Associadas sobre as exigências legais e demais questões regulatórias do setor e cuja abrangência se estende à realidade das operadoras competitivas, como segurança de campo em postes, em redes aéreas e subterrâneas, entre outros temas abordados pelos especialistas convidados – o painel serviu de kick-off e warm up para o plano de trabalho a ser desenvolvido pela TelComp, que contemplará um manual de boas práticas de segurança do trabalho e autorregulação e um calendário de treinamentos para capacitar os quadros das operadoras associadas à entidade.

O engenheiro Marcius Vitale discorreu em sua apresentação sobre a evolução do trabalho de campo, boas e más práticas e as medidas de segurança que devem ser aplicadas para mitigar e evitar todos os tipos de acidentes, dos mais corriqueiros aos fatais.

Já o engenheiro eletricista Aguinaldo Bizzo de Almeida relatou uma série de ocorrências e práticas em campo que ainda são cometidas pelos profissionais que devem ser corrigidas. “Há ainda muitos registros de técnicos em escadas metálicas apenas de capacete mas sem a proteção ou o ancoramento necessários, enquanto mexem na rede elétrica. Esse tipo de acidente é fatal, seja pelo choque, pela queda ou pela soma de todos esses fatores.”

O engenheiro civil Gianfranco Pampalon, por sua vez, destacou em sua apresentação a gravidade dos acidentes de trabalho ocorridos por escalada em postes. “De todos os registros de acidentes laborais de profissionais ligados ao segmento de telecom, a queda por altura é a mais comum, representando cerca de 29% dos acidentes em campo de acordo com os registros do CAT”, informou. Para Pampalon, é fundamental que as empresas de Telecom implantem um efetivo GRO (gerenciamento de riscos ocupacionais), com a adoção de medidas de proteção individuais, coletivas e administrativas, a fim de eliminar e minimizar os fatores de risco, ampliando e garantindo assim a proteção a seus colaboradores.

mar 24

Infraestrutura disruptiva: A bola da vez quando o assunto é internet de qualidade


Marcius Vitale*  Engenheiro de Telecomunicações, Elétrica e Segurança. Coordenador do Grupo de Infraestrutura de Telecomunicações do SEESP e Presidente da ADINATEL – Associação dos Diplomados do Inatel

Tenho observado uma violenta transformação no segmento de infraestrutura de telecomunicações no Brasil, com o aumento considerável de materiais nos postes e subsolo das cidades brasileiras, congestionados pelas diversas concessionárias de serviços. A situação gera uma degradação das condições físicas das redes de telecomunicações e impacta diretamente a qualidade dos serviços disponibilizados, causando complicações na manutenção da infraestrutura das redes.

Para minimizar o problema é necessário a aplicação dos conceitos que defino como “Infraestrutura Disruptiva”. Ela visa modificar ou romper com o processo em andamento, impondo mudanças profundas no atual modelo já estabelecido.

A Tecnologia disruptiva já está presente no nosso dia a dia, mas quando o assunto é infraestrutura de telecomunicações ainda é preciso uma transformação maior, capaz de conduzir o setor na adoção de novas tecnologias e processos.

Acredito que apenas analisando e remodelando o que existe atualmente conseguiremos melhorar o cenário caótico. Para obtermos sucesso é preciso uma visão de futuro, desenvolvendo novas soluções criativas calcadas em inovação e entendimento das condições do entorno e evidências observadas no campo.


A realidade demonstra que muitas empresas não conseguem visualizar o futuro, que já chegou, por isso profundas modificações no cenário ainda precisam ser entendidas e implementadas. Novas tecnologias estão sendo disponibilizadas no dia a dia, atropelando e deixando para trás os antigos procedimentos que ainda são adotados atualmente.


Alguns exemplos interessantes que demonstram o conceito de disrupção:


Internet das Coisas
Tudo estará conectado em tempo real pela IoT, que é uma tecnologia disruptiva e já impacta positivamente diferentes segmentos do mercado, tais como: saúde, logística, vendas, meio ambiente, carros, eletrodomésticos, telecomunicações, entre outros sistemas.


Uber
O case da Uber trouxe um novo sistema de transporte inteligente de passageiros, propiciando ao usuário uma opção de deslocamento rápido e barato, por meio de dispositivos móveis.


Inteligência Artificial (IA)
Robôs dotados de IA não são mais futuristas. Atualmente, a IA assume funções repetitivas e precisas em jornadas de trabalho mais intensas, permitindo que os colaboradores possam realizar trabalhos de planejamento estratégico.


Pelos levantamentos que tenho realizado em campo, ao longo dos últimos anos, fica evidente que algumas soluções disruptivas podem e devem ser implementadas de imediato pelos gestores, apoiadas no bom senso e nas práticas da boa Engenharia.


As soluções técnicas disruptivas são fundamentadas na avaliação das reais condições de campo e conhecimento e no desenvolvimento de uma nova forma de implantação de infraestrutura de redes de telecomunicações urbana. Em paralelo, observamos que muitos produtos e equipamentos utilizados no exterior podem ser utilizados aqui, desde que essas soluções sejam “tropicalizadas” e adequadas para as nossas condições de campo e mão de obra.


Novas técnicas estão sendo trabalhadas para o ordenamento das redes aéreas em postes, com o aproveitamento dos cabos existentes, assim como, na arrumação dos cabos subterrâneos, utilizando dispositivos. Esse é um dos projetos desenvolvidos por meu grupo de trabalho.


Temos consciência de que, se nada for realizado no curto prazo, não conseguiremos adequar projetos e criar alicerce seguro que possa suportar a gigantesca demanda por banda larga, assegurando um sólido ROI (Retorno sobre Investimento) para os investidores e o fornecimento de serviços com qualidade para a população.


Cabe lembrar que, os profissionais do setor de telecomunicações, devem ser capacitados para entender como manusear estas novas ferramentas disruptivas. Apenas com habilidades técnicas e cognitivas eles poderão garantir segurança à população e mais espaço neste já disputado mercado de trabalho.



Matéria realizada por Boox Comunicação

mar 24

FTTH Meeting – Infraestrutura Disruptiva

março 22, 2021 por ftthmeeting

INFRAESTRUTURA DISRUPTIVA: A BOLA DA VEZ QUANDO O ASSUNTO É INTERNET DE QUALIDADE


Artigo escrito por Marcius Vitale – Engenheiro de Telecomunicações, Elétrica e Segurança.


Tenho observado uma violenta transformação no segmento de infraestrutura de telecomunicações no Brasil, com o aumento considerável de materiais nos postes e subsolo das cidades brasileiras, congestionados pelas diversas concessionárias de serviços. A situação gera uma degradação das condições físicas das redes de telecomunicações e impacta diretamente a qualidade dos serviços disponibilizados, causando complicações na manutenção da infraestrutura das redes. 

Para minimizar o problema é necessário a aplicação dos conceitos que defino como “Infraestrutura Disruptiva”. Ela visa modificar ou romper com o processo em andamento, impondo mudanças profundas no atual modelo já estabelecido. 

Acredito que apenas analisando e remodelando o que existe atualmente conseguiremos melhorar o cenário caótico. Para obtermos sucesso é preciso uma visão de futuro, desenvolvendo novas soluções criativas calcadas em inovação e entendimento das condições do entorno e evidências observadas no campo. 

A Tecnologia disruptiva já está presente no nosso dia a dia, mas quando o assunto é infraestrutura de telecomunicações ainda é preciso uma transformação maior, capaz de conduzir o setor na adoção de novas tecnologias e processos. 

A realidade demonstra que muitas empresas não conseguem visualizar o futuro, que já chegou, por isso profundas modificações no cenário ainda precisam ser entendidas e implementadas. Novas tecnologias estão sendo disponibilizadas no dia a dia, atropelando e deixando para trás os antigos procedimentos que ainda são adotados atualmente.

Alguns exemplos interessantes que demonstram o conceito de disrupção: 

– UBER – O case da Uber trouxe um novo sistema de transporte inteligente de passageiros, propiciando ao usuário uma opção de deslocamento rápido e barato, por meio de dispositivos móveis. 

– Internet das Coisas – Tudo estará conectado em tempo real pela IoT, que é uma tecnologia disruptiva e já impacta positivamente diferentes segmentos do mercado, tais como: saúde, logística, vendas, meio ambiente, carros, eletrodomésticos, telecomunicações, entre outros sistemas.

– Inteligência Artificial (IA) – Robôs dotados de IA não são mais futuristas. Atualmente, a IA assume funções repetitivas e precisas em jornadas de trabalho mais intensas, permitindo que os colaboradores possam realizar trabalhos de planejamento estratégico.

Pelos levantamentos que tenho realizado em campo, ao longo dos últimos anos, fica evidente que algumas soluções disruptivas podem e devem ser implementadas de imediato pelos gestores, apoiadas no bom senso e nas práticas da boa Engenharia.

Novas técnicas estão sendo trabalhadas para o ordenamento das redes aéreas em postes, com o aproveitamento dos cabos existentes, assim como, na arrumação dos cabos subterrâneos, utilizando dispositivos. Esse é um dos projetos desenvolvidos por meu grupo de trabalho. 

As soluções técnicas disruptivas são fundamentadas na avaliação das reais condições de campo e conhecimento e no desenvolvimento de uma nova forma de implantação de infraestrutura de redes de telecomunicações urbana. Em paralelo, observamos que muitos produtos e equipamentos utilizados no exterior podem ser utilizados aqui, desde que essas soluções sejam “tropicalizadas” e adequadas para as nossas condições de campo e mão de obra. 

Temos consciência de que, se nada for realizado no curto prazo, não conseguiremos adequar projetos e criar alicerce seguro que possa suportar a gigantesca demanda por banda larga, assegurando um sólido ROI  (Retorno sobre Investimento) para os investidores e o fornecimento de serviços com qualidade para a população.

Cabe lembrar que, os profissionais do setor de telecomunicações, devem ser capacitados para entender como manusear estas novas ferramentas disruptivas. Apenas com habilidades técnicas e cognitivas eles poderão garantir segurança à população e mais espaço neste já disputado mercado de trabalho.

Matéria realizada por Boox Comunicação.

mar 06

Especialistas alertam para importância do planejamento nas obras de infraestrutura de telecomunicações das cidade

Matéria realizada por Boox Comunicação.

Engenheiro Marcius Vitale participa do FTTH Meeting Business

Dezenas de profissionais participaram da 8ª temporada do FTTH Meeting Business, nesta sexta-feira, dia 05 de março. A conferência técnica reuniu alguns dos maiores especialistas do país, em palestras sobre conceitos fundamentais às boas práticas de implantação de infraestrutura de redes de telecomunicações.

Voltado aos provedores de acesso à internet por banda larga, o evento é conhecido por proporcionar networking e dar oportunidade do participante frequentar a Feira de Negócios, promovida pelos organizadores, além de dar acesso a palestras e debates com renomados especialistas da área. Participaram do evento os engenheiros Emerson Santos, Camilo Damião, Tatiane Figueiredo e Magnus Cavalcanti, Marcius Vitale e Sérgio A. Palazzo.

Entre os temas tratados, vale destacar a palestra do especialista Sérgio Palazzo que alertou os técnicos para a grave situação observada na maioria das grandes cidades, “A poluição do subsolo dos grandes centros urbanos é uma realidade e a tendência é termos uma piora gradativa dos riscos e acidentes com técnicos e população local”.

Ele ainda frisou que informações e a legislação sobre o assunto são muitas vezes ignoradas, o que dificulta o planejamento, cronograma e estimativa de custos, que são fundamentais para o sucesso de qualquer obra de construção de redes, “Na Engenharia reduzimos o risco, mas não o eliminamos, por isso esse estudo e planejamento precisam ser feitos com responsabilidade.

Opinião compartilhada por Marcius Vitale, engenheiro e também especialista no assunto, que em sua explanação enfatizou que a construção de redes subterrâneas de telecomunicações precisa minimizar a escavação com valas abertas que geram recomposições nos pavimentos asfálticos e calçadas onerando o valor da obra.

Ambos defendem o MND – Método não Destrutivo – que tem ampla aplicação em outros segmentos do mercado como redes de energia, água, gás e esgoto, pois reduz danos à cidade, ao meio ambiente e à população. “Com a chegada do 5G é preciso ter uma visão de longo prazo quando o assunto é telecomunicações. A gestão da Infraestrutura urbana precisa ser mais confiável, ordenada e a implantação de redes utilizando o método MND pode ser uma opção técnica a ser estudada”, comenta Vitale.

Vitale que também é músico aproveitou a ocasião para fazer um comparativo pertinente, “Nos shows de Jazz costumamos dizer que as improvisações são muito bem vindas, mas na Engenharia é nefasta”, se referindo à importância do planejamento na realização de qualquer obra na área.

Vídeo da apresentação:  https://youtu.be/VRCQelU4YPY

O próximo evento online está marcado para o dia 23 de abril.

Mais Informações: 

Boox Comunicação – helydagomes@booxcomunicacao.com.br

Assessora  de Imprensa- 11 97725-1277 – Helyda Gomes

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