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18 mai 2012

Gestão de Empresas – Quem Viver Verá!!!

Posted by Marcius Vitale. No Comments

 

A arte de liderar carece de um longo aprendizado como numa longa viagem. Tudo tem que ser planejado para que o objetivo final seja atendido no percurso de árduos anos de trabalho.

Neste novo século como os velhos padrões de aprendizado estão mudando rapidamente, o profissional tem necessariamente que ir ajustando sua trajetória durante seu percurso de trabalho.

Os benefícios profissionais dos nossos gestores estão no topo da pirâmide mundial, pois quando citamos salários e bonificações, superamos os colegas da Europa, EUA e Ásia.

Nossos profissionais no cume da carreira ganham cerca de 10 vezes mais que seus colaboradores, sendo que em mercados do primeiro mundo esta relação é muito menor

Veja abaixo pesquisa realizada pelo “Hay Group” no Brasil:

- 4 vezes maior nos EUA;

- 3,5 vezes maior na Alemanha;

- 3,2 vezes maior no Japão.

Aqui no Brasil, dados comprovam que os líderes contam com o beneplácito dos seus colaboradores o que de certa forma, facilita a gestão e seu domínio sobre a classe trabalhadora.

Do lado do empregado podemos observar que a grande maioria esta satisfeita com o chefe, é o que indica uma pesquisa realizada pelo Datafolha.

Este fato indica que em cada quarto brasileiros, três se sentem felizes com seus chefes e com as empresas em que trabalham.

Dos 1.574 entrevistados nos dias 18 e 19 de abril, 61% declararam estar felizes em suas ocupações, e 16% muito felizes (margem de erro 3 pontos percentuais).

Outros dados levantados:

-         Não temem o desemprego 73%

-          Relacionamento com os colegas como ótimo ou bom 93%

-          Relacionamento com o chefe ótimo ou bom 88%

Um dos fatores que pode estar colaborando com o nível de satisfação é a melhoria da qualidade de vida proporcionada aos brasileiros nos últimos anos.

Nossa taxa de desemprego se mantém em torno de 6% e o rendimento médio das pessoas ocupadas cresceu mais de 60% acima da inflação.

Voltando ao item chefia, a pesquisa evidenciou que a maioria dos empregados considera boa ou ótima sua convivência com seus superiores.

Se de um lado tudo parece estar voando em céus de brigadeiro, do outro, uma preocupação se faz presente: onde encontrar talentos?

A escassez de profissionais qualificados está cada vez mais presente, não só no Brasil, como nos demais países das Américas.

Para se dar um exemplo, um levantamento realizado pelo ManpowerGroup, a dificuldade em se encontrar talentos é alarmante. No Brasil cerca de seis em cada 10 empregadores tem dificuldade em contratar empregados e o motivo principal é a falta de talentos.

A média global gira em torno de 34%, já nas Américas este percentual cresce para 37%.

Alguns exemplos de países nos quais os empregadores enfrentam dificuldade na contratação por falta de qualificação:

-         Brasil 57%

-          EUA 52%

-          Argentina 51%

-          México 42%

-          Panamá 36%

-          Canadá 29%

-          Colômbia 25%

-          Peru 10%

-          Média 34%

Diante destes dados, verificamos que quem está empregado na sua maioria está satisfeito, porém o cenário aponta para um apagão de mão de obra, o que poderá prejudicar sobremaneira os índices de crescimento da região, afetando diretamente o PIB de cada país.

Outro fato que deverá acontecer é que a escassa mão de obra disponível será super valorizada pela falta de talentos disponíveis, o que poderá dificultar o fechamento das contas.

Quem viver verá…


2 mai 2012

Liderar Talentos e como retê-los

Posted by Marcius Vitale. No Comments

 

Para os lideres, que não pensem apenas em auferir ganhos, salários, PLR (Participação nos Lucros e Resultados), bonificações, que aprendam como reter os talentos da sua organização.

Alguns dados estão sendo publicados e mostram que reter talentos é uma das grandes preocupações dos atuais gestores de recursos humanos.

Mais de 70 % das empresas estão enfrentando esse problema, sendo que as áreas de operação/manutenção, engenharia e vendas foram as mais afetadas.

Outro dado singular é que um universo de 87% das organizações ainda não possui programas focados neste tema.

Por que o colaborador deixa a organização:

-           Melhor oferta de emprego em outra empresa que oferece melhoria no nível hierárquico;

-           Problemas de relacionamento com a chefia imediata;

-           Mudança do local de trabalho;

-           Não adaptação com a filosofia organizacional da empresa;

-           Temperamento tempestivo das novas gerações, sempre procurando novas oportunidades.

Abaixo, algumas recomendações para os talentosos colaboradores.

Sem querer ensinar o Padre Nosso para o vigário, recomendo que para conquistar sucesso profissional será necessário ter muita determinação.

Alguns pontos são fundamentais para o êxito na empreitada:

-           Procure trabalhar e aprender com grandes líderes;

-           Forme sua rede fundamentada em bases sólidas: O relacionamento é tudo – Networking;

-           Olhe sempre atrás dos morros, mesmo onde a vista não alcança para descobrir novas oportunidades;

-           Tenha visão futura;

-           Trabalhe globalmente;

-           Assuma riscos, não tenha medo de enfrentar grandes desafios;

-           Aproveite o que já foi criado com sucesso e procure se adequar ao mundo plano;

-           Não se esqueça que o desenvolvimento profissional é constante e diário;  

-           Descubra qual é o seu perfil profissional e dedique-se para os segmentos que você tem aptidões para não se sentir usado pela máquina empresarial ao longo da carreira;

-           A família, o lazer, o ócio, os amigos e a arte devem ser cultivados com amor;

-           Tenha atitude;

-           Seja autêntico.

Voltando para o assunto liderança, quem quiser crescer profissionalmente é necessário o conhecimento de outros ambientes, outras línguas e outras sociedades.

Segundo depoimento de Muhtar Kent, da The Coca Cola Company: “Precisamos de pessoas capazes de transitar sem problemas em diferentes culturas e cruzando diferentes fronteiras e que se sintam tão a vontade trabalhando em Bombaim quanto Atlanta; pessoas que saibam falar a língua do sofisticado comércio moderno.

Esteja preparado para enfrentar grandes fracassos, pois as perdas podem trazer experiências valiosas tornando-o um líder diferenciado.

Muitas empresas verificam nas suas entrevistas com candidatos a cargos de gerência, se o profissional já enfrentou grandes dificuldades ou mesmo já tenha obtido um grande fracasso, falência, dificuldades em casa. Estes pontos quando superados demonstram que o candidato tem uma postura pró ativa e confiante, motivos básicos para obter sucesso profissional na sua nova jornada.

Antes de mudar de emprego absorva o máximo que puder da sua atual função, sempre observe como funciona e opera o seu setor de trabalho e o que acontece ao seu redor, muitos pontos positivos podem ser literalmente sugados para o aproveitamento nos seus futuros trabalhos.

Finalizo este artigo uma citação de Steve Jobs, que deixa claro que o importante é fazer o correto com muita atitude, buscando resultados excepcionais.

“Não temos a chance de fazer muitas coisas, de modo que cada uma deve ser realmente excelente. Porque é sua vida. A vida é curta, e depois você morre você sabia?”

30 mar 2012

“JAZZ ” TÃO

Posted by Marcius Vitale. No Comments

 

Uma das diferenças entre o Jazz e a música erudita é que o primeiro retrata o sentimento do instrumentista sendo que o segundo foca o sentimento e criação do compositor.

O Jazz não é algo que se toca, mas como se toca.

Outros diferenciais do jazz são:

-          Conceito de ritmo bastante acentuado;

-          Super espontâneo onde a improvisação ocupa um lugar de destaque;

-          Profunda contribuição do instrumentista criando belas linhas melódicas e um fraseado diferenciado.

O Jazz não impõe regras rígidas, propicia aos músicos uma liberdade de improvisação, na qual um pequeno tema pode ser tocado por horas colocando para fora da mente do artista algo que tenha a necessidade de exprimir, utilizando sua maneira subjetiva de expressão.

É interessante sabermos a origem da palavra Jazz:

O termo Jazz nasceu da mutação de JASM e GISM em 1917. O nome tem origem em New Orleans onde a junção das duas palavras dialetais, JASM e GISM, que significam velocidade e energia e eram aplicadas ao esporte e à execução musical instrumental.

O Jazz surgiu das influências da música negra no Sul dos EUA em função direta nas canções que eles cantarolavam nas penosas jornadas de trabalho.

Também as músicas cantadas nas igrejas influenciaram o Jazz além de outros estilos como a música espanhola do Golfo do México, músicas Francesas, principalmente o minueto e a gavota, as polkas e as marchas de bandas, tudo somado a aptidão e sensibilidade do ritmo da raça negra.

Também o Blues criado pelos negros serviu como base para o Jazz.

Uma das características do Blues e que ele retrata o estado de espírito relacionado com dormir, viver,  comer, amar, morrer, apresentando um som melancólico – o espiritual (hinos religiosos).

Dentre os muitos estilos do Jazz destaco:

-          Ragtime: o precursor do Jazz Clássico criado em 1890.

-          Dixieland: modalidade jazzística em que os brancos aderiram em massa à música negra em 1910.

-          Swing: nasceu em Nova Iorque em 1930.

-          Bebop: nasceu em 1940 onde o ritmo é marcado pelo prato da bateria.

-          Cool Jazz: criado em 1950, misto dos estilos swing e bebop, música mais tranquila e introspectiva.

-          Free Jazz: apareceu em 1960 cuja característica principal é o desaparecimento da célula rítmica básica, o ritmo é irregular e a melodia é atonal.

O assunto é longo e repleto de histórias, mas a finalidade deste artigo é correlacionar o Jazz com sistemas de gestão.

Sabemos que a música tem um forte poder de transmitir emoções e pode ser utilizada por empresas para estimular seus integrantes a serem criativos e inovadores.

O Jazz, por ter forte característica de improvisação, pode ser um alavancador de ideias que podem melhorar a performance de empresas globais.

Desde o Ragtime em 1890, época que as empresas eram administradas sem nenhum critério até os dias atuais onde o Free Jazz é apresentado num mundo totalmente globalizado, observamos que o estilo jazzístico tem acompanhado a evolução dos sistemas de gestão.

Naquela época os trabalhos eram passados pessoalmente dos mestres para seus aprendizes, os processos eram artesanais e personalizados, assim como as músicas eram ensinadas e transmitidas de músico para músico.

No final do século XIX um jovem engenheiro chamado Frederick Winslow Taylor criou a Administração Científica, fundamentada sobre quatro princípios:

-          Separar quem planeja de quem executa as tarefas;

-          Selecionar os empregados para execução de tarefas específica;

-          Dar treinamento, para a realização das tarefas com perfeição;

-          Controlar os processos, garantindo que o planejado fosse realizado.

Fazendo um paralelo com a Teoria de Taylor, o Ragtime na época era um tanto engessado, ainda não era propriamente o Jazz, pois sua música não contava com o improviso.  Ele era planejado, registrado em partituras e executado por músicos treinados, de forma similar ao controle de processos de Taylor, onde o que foi planejado (escrito em partituras) era realmente executado.

Após uns 30 anos do início da implementação das teorias de Taylor, surgiu um médico australiano de nome Elton Mayo que realizou uma importante pesquisa em Chicago, nos EUA. Seus levantamentos começaram a discordar do que era preconizado por Taylor, principalmente no tocante aos trabalhadores que deveriam ser tratados como seres humanos e não como instrumentos de produção.

Elton Mayo desenvolveu a Teoria das Relações Humanas que revolucionou o ambiente empresarial, onde os empregados eram respeitados e ouvidos. Foi o nascimento da função social das empresas.

Vejam que Mayo criou algo que tem uma perfeita sintonia com o Jazz, onde os músicos são ouvidos e respeitados, e possuem uma enorme satisfação e envolvimento com a arte.

O estilo musical Jazz foi evoluindo ao longo do tempo, dando mais liberdade de criação aos seus participantes, assim como as teorias focadas em gestão também foram evoluindo, como, por exemplo:Administração Participativa, Administração Holística, Qualidade Total, Reengenharia, Benchmarking, etc.

Chegamos ao século XXI, onde tudo está mudando na velocidade da luz que transita nos modernos sistemas digitais interligados por fibras ópticas.

O Jazz atual é uma miscigenação de estilos antigos somados a modernas técnicas musicais e instrumentais, com pitadas de música eletrônica e softwares avançadíssimos e a evolução não ira parar.

Nas empresas, estamos tentando acompanhar o que vem ocorrendo com a globalização e temos que recuperar o tempo perdido. Muitas administrações ainda seguem o que era preconizado no século passado e não estão percebendo este novo mundo.

Mesmo estando antenados no futuro e a modismos em processos de gestão, os velhos conceitos desenvolvidos durante décadas não devem ser esquecidos e sim somados as novas teorias.

As citações de Taylor, Fayol, Elton Mayo ainda servem de base para modernos conceitos gerenciais, obviamente devidamente adaptados para os dias atuais.

Desta forma como na moderna linguagem do Jazz, podemos desenvolver e implementar novos conceitos focados no bem mais precioso das organizações: o homem, sem o qual nada acontece e a música sai do tom e do ritmo.

Empresas globais devem agir como grupos jazzísticos valorizando e enaltecendo seus talentos, sem os quais por certo a banda entrará em descompasso e as empresas terão dificuldades em sobreviver neste novo cenário.

 

 

 

28 mar 2012

Efeito Esponja & CEOs

Posted by Marcius Vitale. No Comments

 

Atualmente muitas mudanças estão sendo realizadas pelas empresas, para se adaptarem aos novos modelos de gestão focados no talento e nos usuários dos seus produtos e serviços.

Sem agilidade na adequação das suas estruturas, inovação na velocidade da internet e visão global: o carro emperra e o motor funde.

O efeito chuveiro em que o comando vinha de cima para baixo está com os dias contados.

A grande tendência é que a base seja ouvida e participe ativamente da gestão empresarial.

Não é fácil para CEOs absorverem este novo conceito pois o velho modelo autocrático de gerenciamento já era. Só trazia malefícios para o todo, gerando insatisfação funcional e travamento nas questões voltadas para inovação, consequentemente prejudicando a evolução das empresas.

Palavras de Ben Verwaayen – CEO da Alcatel – Lucent:

“Acho que o comando e o controle estão mortos. A localização e o tempo estão mortos. A administração no sentido clássico está morta. Tudo isso precisará se fundamentar em noções diferentes. Isso será fascinante para muitas pessoas, mas também aterrorizante, muito aterrorizante, para os Conselhos.”

Novas empresas com estes novos conceitos de gestão estão aflorando, deixando outras concorrentes anos luz atrás. O GOOGLE é um exemplo, que capta no mercado talentos dando ao time liberdade de ação.

A empresa declara “Acreditamos ter criado um ambiente de trabalho capaz de atrair pessoas excepcionais. Sabemos que elas gostam de sentir que o trabalho delas tem sentido: querem se envolver em coisas que são importantes e que farão diferença… Pessoas talentosas são atraídas ao GOOGLE porque nós a capacitamos a MUDAR O MUNDO.”

Tempos atrás, o mote era adentrar numa empresa e nela ficar até a aposentadoria, a pseudo estabilidade era uma exigência pessoal válida para o século passado. Hoje as pessoas não querem somente salários, os jovens estão em busca de outros itens que chegaram com a virtualização do mundo.

Algumas novidades dos tempos modernos praticadas pelos novos atores:

-                 Mudanças constantes de emprego;

-                 Enquanto estão na empresa, procuram uma evolução tanto tecnicamente como socialmente;

-                 Gostam de deixar a sua marca pessoal por onde passam;

-                 Procuram um maior equilíbrio entre a vida pessoal e profissional;

-                 Possuem foco aguçado no seu entorno;

-                 Querem que as empresas estejam engajadas num mundo sustentável;

-                 Vivem conectados em redes sociais;

-                 Querem ser conhecidas e reconhecidas profissionalmente.

Além dos registros acima, poderia citar série de quesitos, mas de uma maneira geral os citados dão uma noção do que estamos enfrentando.

A internet derruba fronteiras facilitando a criação de parcerias internacionais permitindo o relacionamento dos times internos com externos espalhados pelos quatro cantos do mundo.

Mais um grande desafio para os CEOs, entenderem essa miscigenação burocrática, técnica, administrativa e social, tentando amalgamar conceitos dispersos num único bloco, ou seja, unindo times dispersos num só bloco totalmente azeitado como podemos presenciar em inúmeras empresas atuais globais.

Efeito Esponja

Criei este nome para definir um conceito básico que pode ser seguido por todos os gestores.

Este efeito é fundamentado na disposição do CEO em facilitar a interação e a integração da sua equipe, deixando que as pessoas se comuniquem livremente sem que ele interfira nesta ação.

Como uma esponja seca absorve e mantêm gotículas d’água agregadas, o efeito esponja numa organização tem a finalidade de manter totalmente coesa a equipe, facilitando as ações criativas e inovadoras.

Fazendo uma analogia com a música: numa banda de Jazz formada por virtuosíssimos músicos, a criação harmônica e rítmica flui automaticamente sem um regente (CEO) comandando o show. É realmente impressionante como num contexto geral o resultado alcançado supera todas as expectativas, apresentando ao público um belo espetáculo.

Quantas vezes unimos músicos que nunca tocaram juntos e sem nenhum ensaio um tema é proposto e desenvolvido, o entrosamento é enorme e até parece que o grupo foi formado há muito tempo.

Esta é a mágica do Jazz que pode ser adotada pelas organizações e pelos gestores maiores: dê liberdade de criação ao seu time que o espetáculo se torna grandioso.

Finalizando este pequeno artigo eu deixo registrado dois trechos da receita de Bill Amelio da Lenovo:

“Tentamos eliminar obstáculos organizacionais que possam dificultar o desenvolvimento de idéias, como silos funcionais e processo decisório hierárquico. Nosso sucesso em cultivar internamente uma mentalidade como essa determina nosso sucesso globalmente.”

“Sem uma matriz fixa, nossa equipe gerencial multicultural pode se reunir onde e sempre que for mais adequado. De forma similar, a localização das funções ao redor do mundo é definida exclusivamente com base em concentrações de talentos e habilidades específicas, proximidade com mercados-chave, infraestrutura, domínio do idioma, recursos de TI, custos e instalações.

19 mar 2012

Gestão Esportiva

Posted by Marcius Vitale. 2 Comments

 

 

Não sou conhecedor da área e tão pouco tenho predileção por futebol, mas tive a oportunidade de assistir tempos atrás o jogo: Santos x Barcelona.

Fiquei realmente impressionado com a performance do time espanhol que deu muito trabalho ao time brasileiro, mostrando ao mundo um grande espetáculo esportivo.

Após o acontecido, andei lendo alguns artigos muito interessantes, que demonstram que até mesmo nos esportes é fundamental que uma GESTÃO profissionalizada e competente seja implantada.

Pelas informações que li, a base do time do Barcelona é formada por jogadores oriundos do próprio clube que investe maciçamente na formação de jovens, aproveitado-os no time principal.

Pergunto: Qual é a mágica adotada pelo Barcelona!

Aqui no Brasil temos craques fantásticos, o dinheiro corre solto, técnicos ganham muito bem e o resultado é medíocre (existem exceções).

De nada adianta possuirmos todos os quesitos básicos para podermos obter sucesso se a cabeça pensante é fraca, em outras palavras, quando quem comanda não sabe gerenciar e implementar ações motivadoras ao plantel.

O nível dos nossos jogadores é igual aos de lá, mas porque a coisa aqui não funciona a contento?

Caímos sempre nos mesmos problemas que enfrentamos com o setor empresarial: A falta de Gestão de algumas organizações.

Bons técnicos são demitidos após alguns resultados negativos, os cartolas por pressões externas os demitem achando que com isto os problemas serão sanados, o que geralmente tem efeito contrário.

De quem é a culpa? Posso garantir que não é do sofrido torcedor, dos jogadores e nem dos patrocinadores que bancam a conta e sim de dirigentes políticos que deveriam ser mais profissionalizados.

Algo semelhante acontecia tempos atrás na área de saúde, onde os profissionais que tocavam os empreendimentos não eram treinados para gerenciar hospitais, clínicas, laboratórios e planos de saúde. Devido a uma enxurrada de problemas muitos médicos empresários estão estudando e aprendendo como gerir o setor.

Algumas faculdades de renome como o Inatel de Santa Rita do Sapucaí que atua na área de engenharia de telecomunicações criou a Bio Engenharia, curso voltado para o segmento de saúde que é a aplicação de modernos conceitos de gestão lógica na saúde.

Michel E. Porter lançou anos atrás o livro: Repensando a Saúde, onde o Guru ensina as estratégias para melhorar a qualidade e reduzir custos no setor de saúde. Um verdadeiro banho de luz para quem comanda empresas do segmento.

Também na política, estamos observando que em alguns estados, como exemplo Minas Gerais, partiu para a implantação de modernos sistemas de gestão pública e está conseguindo fazer com que a prática da política tenha competência empresarial e resultados positivos estão sendo alcançados.

São dois exemplos de que, com uma visão de gestão focada em resultados e transparência, conseguimos obter ganhos, minimizar perdas e consequentemente aumentando a eficiência e a satisfação dos usuários e participantes do processo.

Vale a pena que os clubes passem a adotar uma gestão profissionalizada e com metas rigidamente impostas e auditadas.

Não é necessário criarmos nada de novo, basta que o modelo de gestão de alguns clubes europeus seja adotado e adaptado para o Brasil.

Temos aqui no país instituições de primeira linha, como a Fundação Cristiano Otoni de Minas Gerais e a Fundação Getúlio Vargas que podem ser contratadas para ensinar como gerenciar um clube.

Não é justo que uma massa de torcedores seja agredida com desmandos e falta de capacidade gerencial de alguns dirigentes ávidos por fama, mas capengas em direção de entidades esportivo-sociais.

Bernardinho do vôlei é um exemplo que pode ser seguido. Mostrou competência ao conduzir seus comandados na obtenção de dezenas de títulos.

O esporte é um forte elemento alavancador de mídia e se bem trabalhado consegue trazer doces frutos ao país, principalmente incentivando a juventude a seguir e trilhar este saudável caminho.

Quem sabe com a junção de Bernardinho com uma FGV ou mesmo com a Cristiano Otoni, consigamos desenvolver um moderno sistema de gestão empresarial, voltado para os nossos clubes brasileiros. Os ganhos por certo serão incríveis.

16 mar 2012

MARCAS & marcas

Posted by Marcius Vitale. No Comments


Quem não cuidar, dança.

Grandes investimentos com mídia não são mais os únicos balizadores para a criação e manutenção de marcas.

Uma derrapada na curva joga a organização no buraco, provocando uma mácula indelével na imagem da empresa, muitas vezes irrecuperável.

Como as notícias correm no mundo web, toda a atenção deve ser dada as opiniões dos clientes senhores absolutos da situação.

Todos os dias nos deparamos com verdadeiros absurdos provocados por empresas descompromissadas e ultrapassadas, as quais parecem estar lidando com um público ignorante e desinformado.

Não estou citando pequenas empresas e sim organizações internacionais que gravitam aqui no nosso mercado que por uma questão ética estarei preservando nomes, mas em qualquer site de reclamações como por exemplo o www.reclameaqui.com.br, os desajustados possuem um lugar de destaque.

O interessante é que os direitos dos consumidores são desrespeitados e quando reclamamos sempre existe um gerente idiota pronto para dar desculpas empurrando o problema detectado com a barriga.

Para nossa sorte temos as leis de defesa do consumidor e o PROCON, que tem se mostrado bastante eficiente e obtendo bons resultados.

Gostaria de saber se empresas brasileiras com filiais em outros países podem agir da forma com que os gringos praticam aqui, mas tenho certeza que não!

Para felicidade geral o brasileiro está aprendendo a reclamar basta observarmos os dados publicados pela mídia.

Recalls, comida adulterada, telefones com defeito, tarifas bancárias erradas, serviços mal prestados, vendas online e outros problemas estão sendo denunciados por clientes atentos.

Pelas redes os provocadores são caçados num curto espaço de tempo, tendo suas caras colocadas na web.

Quem não dá retorno rápido ao cliente obtém resultados negativos direto no bolso e na imagem.

O que realmente devemos fazer é denunciar pela web tudo o que não estiver correto, pois lugar de malandro é na cadeia e somente desta forma é que estaremos praticando a cidadania.

Para as multinacionais que estão no nosso território, que procurem trabalhar de forma honesta e correta, para que possam permanecer explorando o nosso mercado de maneira justa e responsável.

Caso não tenham esta intenção o bom é que voltem para seus países de origem o que não deve ser um bom negócio, posto que a situação lá fora esta indo de mal a pior.

Para alguns empresários locais não idôneos, que deixem de lado a velha “Lei do Gerson”, e procurem fazer a coisa certa prestando excelentes serviços, respeitando o direito do consumidor, tendo como consequência ganhos financeiros e uma marca forte.

Bons exemplos são verificados, veja o caso da Embraer, empresa com uma postura diferenciada e mundialmente e respeitada pelas grandes potencias fornecendo equipamentos de primeiríssima linha.

Neste tópico vale ressaltar e parabenizar o engenheiro Ozires Silva, formado pelo ITA – Instituto Tecnológico de Aeronáutica, por sua valiosa contribuição no planejamento e criação da indústria aeronáutica brasileira.

Além de ter liderado o grupo que promoveu a criação da Embraer foi o responsável direto pelo projeto do avião Bandeirante, aparelho que deu início ao fantástico desenvolvimento do setor aeronáutico no Brasil.

Permaneceu liderando a empresa até 1986 e posteriormente foi presidente da Petrobrás e em 1990 assumiu o Ministério da Infraestrutura. Atualmente é reitor da Unimonte.

Ozires Silva é um nome de destaque no cenário empresarial brasileiro, exemplo a ser seguido pelos mais jovens.

Também a Natura tem se mostrado ao mundo como uma empresa brasileira muito competente e com uma marca super respeitada.

Temos um grande elenco de boas empresas, para citar mais algumas deixo registrado: Usiminas, Ambev, Azul Linhas Aéreas, Grupo Cemig, Gerdau, O Boticário, SEBRAE, Petrobrás, Magazine Luiza, FGV, Unimed Brasil, Avon entre outras.

 

27 fev 2012

Caçar Talentos no Mundo Plano

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Captar e reter talentos, são os grandes desafios para os próximos anos.

Pesquisas realizadas pela Heidrick & Struggles em parceria com a Economist Intelligence Unit sugerem que cada profissional que inicia sua carrreira hoje terá 13 empregos até completar 38 anos.

As estruturas das empresas são alicerçadas sobre talentos e a escolha correta do time de colaboradores é fundamental e necessária para que o sucesso e sobrevivência das empresas sejam alcançadas.

Alguns fatores terão que ser observados para que o risco seja minimizado:

-      Falta de vínculo empregado x empresa o que ocasiona constantes mudanças de emprego;

-      Grande extensão territorial mundial que implica diretamente em sérios problemas demográficos;

-      Carência de lideranças capacitadas;

-      Diversidade de culturas;

-      Escassez de Universidades adaptadas aos novos tempos;

-      Rapidez da evolução tecnológica;

-      Mercados segmentados criando especialistas em protutos e sistemas específicos, dificultando a formação de profissionais com visão ampla.

Um outro dado importante é que os antigos profissionais da geração Baby Boomer estão envelhecendo e terão que ser substituídos num prazo inferior a cinco anos, vejam o exemplo:

Temos nos EUA cerca de 75 milhões de gestores Baby Boomers que irão se aposentar nos próximos cinco anos e serão substituídos por cerca de 30 milhões de profissionais da chamada Geração X, resultando numa conta simples, de cada dois aposentados uma vaga será preenchida.

Migração total, temos atualmente 200 milhões de pessoas trabalhando fora dos seus países, e este numero deverá aumentar posto que aescassez de mão de obra local forçará que empresas globais utilizem mecanismos de captação de mão de obra fora das suas bases.

Se de um lado a demanda deverá ser suprida, do outro  teremos dificuldades quanto a integração da mão de obra estrangeira nas nossas bases, somados com problemas de ordem cultural, racial, linguístico e familiar.

Para preencher este gap, muitas empresas estão recontratando aposentados para preencherem vagas e conectarem os antigos aos novos, tentando com isto azeitar a máquina fazendo com que jovens adquiram conhecimentos e experiência com os mais velhos.

Milhares de profissionais estão sendo formados na China e Índia, mas somente um pequeno percentual tem a capacidade de serem gestores capacitados com visão global, segundo levantamentos realizados pela McKinsey, Narayana Murthy, somente cerca de 25% dos engenheiros entre 20% e 25% dos MBAs na Índia sejam “facilmente empregáveis”.

Como conclusão fica evidente que estamos iniciando um tempo em que profissionais capazes, serão disputados e pagos a peso de ouro.

Aqui no Brasil onde temos poucas escolas capazes, o nível de aproveitamento pode ser bem menor do que os índices chineses e indianos, se lá esta ruim, aqui esta bem pior.

Vale a pena que os mais jovens se desenvolvam tecnicamente e encarem de frente o desafio de aprenderem outros idiomas, somente o inglês não vale o MANDARIM será largamente utilizado globalmente, quem souber aproveitar terá a sua disposição dezenas de oportunidades tanto aqui no brasil como noresto do mundo.

Para os CEOs cabe a recomendação de estudarem bastante o que vem ocorrendo e que tenham uma clara visão de futuro, muita coisa que é adotada lá fora, não vale para cá, temos que tropicalizar as soluções.

 

22 fev 2012

Redes Caóticas

Posted by Marcius Vitale. No Comments


Tenho observado uma degradação acentuada nas nossas redes aéreas.

Antigamente tínhamos a chamada Zona “T” que era definida como o ponto de suporte dos cabos nos postes e tudo era regulamentado e seguido a risca.

Antes do início dos serviços de implantação de um projeto, elaborado pela operadora, “o dono” da rede elétrica era consultado para autorizar o lançamento da nova rede.

A exigência da troca de postes era frequente e custeada por quem iria implantar os novos cabos, com fiscalização rígida tanto por parte das elétricas como das próprias concessionárias.

Atualmente todo mundo “manda nas redes aéreas”. Quem chega primeiro ocupa o espaço sem seguir nenhum critério técnico.

A posteação está sobrecarregada e sendo ocupada de forma totalmente desordenada, deixando as nossas cidades com um aspecto deplorável.

Na época da antiga Telebrás, tínhamos as “Práticas Telebrás”: manuais técnicos de procedimentos que determinavam a implantação de cabos aéreos em postes com até 200 pares.

Normalmente num ramal, quando a quantidade de pares fosse superior aos 200 pares previstos, a rede tinha necessariamente que ser subterrânea.

Os postes eram ocupados por:

- Cabos aéreos de até 200 pares, rede elétrica secundária, rede elétrica primária, fios externos para ligação caixa terminal x usuário e em alguns casos os tradicionais transformadores.

Atualmente os postes suportam:

- Rede de empresas de TV a cabo + redes metálicas de operadoras + rede de cabos ópticos de operadoras e companhias de energia, redes primárias, transformadores, redes secundários, braços de iluminação pública, amplificadores e dispositivos tais como armários de distribuição aéreos e outros.

A cada lançamento de um novo cabo, o interessado livra seu espaço deixando os demais cabos ao “Deus dará”. Fiscalização nem pensar! Cada um faz o que quer, trabalhos são realizados sem o conhecimento do dono da casa que acaba dando no que estamos presenciando: o CAOS.

Além de enfeiar cidades, tecnicamente as manutenções são mais custosas e a qualidade dos serviços ofertados precária.

As metas previstas pelo governo em prover serviços de banda larga estão sendo comprometidos por estes fatos descritos. Algo deverá ser feito para colocar ordem na casa.

Uma pergunta fica no ar: Quem é responsável pela fiscalização? Se não houver cobrança, fatalmente não teremos uma solução para coibir abusos.

Como diz a antiga citação:

“Quem faz mal feito pela primeira vez, terá que refazer o mesmo serviço”.

Não é difícil compreender que os gastos serão no mínimo duplicados, consequentemente trazendo sérios prejuízos para quem opera os serviços e para os usuários que irão pagar a conta.

 

20 fev 2012

Ondas da Internet

Posted by Marcius Vitale. No Comments

 

Mesmo nos dias atuais milhares de gestores desconhecem as facilidades que a internet propicia às suas organizações.  A grande parte dos líderes não possui formação tecnológica e estão acima da faixa etária de 50 anos.

Estamos iniciando a navegação da chamada Web 3.0: “Atualize-se ou adormeça para sempre”.

Nos idos anos 90 as conexões eram discadas, dispendiosas e diversas tecnologias andavam a passos lentos, o que causou muita desconfiança nos mais velhos.

Os consumidores eram passivos, tendo que engolir conteúdos impostos pela web site, mas estávamos no inicio da revolução.

Investidores ganharam muito dinheiro com os preços das ações de empresas do setor por terem disparado, no entanto muitos startups acabaram quebrando.

A segunda onda teve seu início em 2004, com novos aplicativos colocados no ar, principalmente pela evolução contínua da banda larga e do barateamento dos computadores.

Para as organizações este fato tem gerado resultados promissores, pois milhões de jovens consumidores são perseguidores vorazes de novas tecnologias e utilizam as redes para disseminarem informações, estreitarem os relacionamentos, realizarem compras online e quando algo vai mal, eles espalham aos quatro cantos a ineficiência do fornecedor.

A comunicação homem x máquina está mais interativa, até mesmo quem não domina o mundo virtual consegue navegar com mais uma vantagem porque com a web 2.0 todos podem fazer o que quiserem.

O mais importante é que quem comanda é a rede de usuários e não as corporações, uma mudança radical, se comparada ao período anterior no mundo web.

Organizações digitais levam uma grande vantagem comercial, por saberem utilizar a ferramenta, sendo assim, desenvolvem um relacionamento muito mais próximo com seus clientes.

Como exemplo, um trecho proferido pelo magnata Rupert Murdoch numa entrevista concedida para a revista Forbes:

“Todo mundo sabe que a rede social, antes realizada pessoalmente, algumas vezes consolidada, hoje é uma rede mundial, instantânea e impermeável às restrições de distância, tempo ou custo. Aqueles de nós nas chamadas mídias antigas também aprendemos do modo mais difícil o que esse novo significado de rede social implica para as empresas. As pessoas mais do que nunca querem conteúdo e há espaço para empresas que conseguem proporcionar um bom conteúdo. A qualidade é mais importante do que nunca, porque o mercado está cada vez mais brutalmente competitivo. As opções não estão a apenas um clique do controle remoto de distância; dispositivos antes nem sonhados há apenas algumas décadas são pelo menos tão sedutores quanto trocar de canal. As empresas que se beneficiarem desse novo significado da rede social e se adaptarem às expectativas do consumidor em rede podem esperar uma era dourada da mídia”.

As organizações estão engatinhando na exploração dos potenciais da Web, é obvio que muitos já descobriram como fazer para obter lucros com isso, um caminho de mão dupla foi oficializado instituindo a integração cliente x empresa.

A Primeira Onda era caracterizada por:

-       Acesso discado através de redes telefônicas metálicas;

-        Poucos usuários;

-        Web Sites voltados para clientes e usuários;

-        Muita desconfiança por parte dos gestores;

-        Usuários utilizando a web para realizar compras, apreciar conteúdos e encaminhar e-mails.

Características da Segunda Onda:

-       Utilização de banda larga via rádio, modens ADSL, cabos coaxiais, satélite e fibra óptica;

-        Despertou um interesse maior nos usuários em navegar no mundo virtual;

-        Tornou-se importante para integração da sociedade;

-        Através das redes iniciamos a integração total de sistemas técnicos, operacionais, sociais e financeiros;

-        Gestores descobrindo a importância desta ferramenta;

-        Utilização maciça das redes sociais Facebook, Orkut, Linkedin, MySpace, outras.

Vem aí a Terceira Onda:

-       Interação e integração entre os mundos virtuais e reais;

-        Acessibilidade total em todos os rincões da terra;

-        Banda larga farta e confiável;

-        Disponibilidade de interfaces amigáveis  maquina x usuários;

-        Hospedagem em Nuvem;

-        Indispensável para o consumidor.

 

 

 

 

16 fev 2012

Entradas e Bandeiras Globais

Posted by Marcius Vitale. No Comments

 

 

 

 

 

 

 

 

Um novo perfil profissional de quem trabalha em organizações globais esta tomando corpo e é necessária muita disposição, persistência e força de vontade, para peregrinar nos quatro cantos da terra, deixando o conforto do seu lar, família e filhos.

Segundo levantamentos realizados em grandes organizações globais, executivos passam 40% a 50% do tempo em viagens a serviço.

Jeff Immelt da GE que passa grande parte do seu tempo migrando de país em país, “fica o tempo todo com o olho na bola”, pois adota uma sistemática de permanecer em cada local por uma semana realizando reuniões com o seu time, políticos locais e clientes.

Aprender a dormir em avião muitas vezes é necessário assim como mergulhar de corpo e alma na atmosfera do país visitado.

Para poder entender as diferenças culturais sem perder o foco, os deslocamentos se fazem necessários.

As formas de comunicação devem ser adequadas para cada caso, sempre tendo em mente que ela deve ser clara, simples e objetiva, definindo com seus parceiros as regras do jogo.

Aqui mesmo no nosso Brasil é impossível que algum gestor oriundo de outras plagas entenda o nosso complicado sistema organizacional. Sua presença física é necessária justamente para que ele possa absorver como gerir negócios na nossa gestão tropical.

Além das constantes viagens são também necessárias as convergências tecnológicas: e-mail, podcasts, comunicações via satélite, skype, video conferências, blogs, intranet, etc. A linguagem deve ser adequada e traduzida para os diversos idiomas locais, assegurando que as barreiras linguísticas não sejam um obstáculo.

De qualquer maneira é bom que fiquemos antenados para o cenário dos próximos anos, saindo das nossas bases para prospectarmos novos mercados.

Os produtos devem sempre atender as necessidades locais, de cada região especifica ao redor do mundo.

A competição não é mais local, entramos na era da competição global.

Qual é a vantagem competitiva da sua organização para encarar os desafios mundiais?

Trabalhar 24 horas por dia, 07 dias por semana é uma premissa. Clientes globais devem ser atendidos on time, o tempo está encurtando e as noticias viajando na velocidade da luz.

As centrais de atendimento Call Centers ocidentais na área financeira já operam 24 horas por dia, trabalhar 24/7 demanda um competente sistema de gestão integrado.

Tempos atrás as reclamações eram processadas através de cartas, respostas eram recebidas com alguns dias de atraso e este fato era plenamente aceito pelos clientes. Atualmente a comunicação é realizada por e-mails e redes sociais, o tempo de resposta é rápido, clientes exigem respostas imediatas .

Outro item importantíssimo diz respeito a delegação de poderes. Quem quiser ter sucesso global tem necessariamente que confiar nos seus pares desenvolvendo fidelidade e uma conexão essencial para “azeitar a engrenagem”.

Alguns fatores a serem seguidos:

-         Pulverize a inteligência;

-         Acate as opiniões do seu time;

-         Descentralize suas operações;

-         Delegue autoridade;

-         Dê mais liberdade ao time de colaboradores;

-         Defina a hierarquia em cada planta;

-         Pense globalmente e atue localmente;

-         Incentive a Inovação e Criatividade;

-         Foque na Sustentabilidade.

“Tudo começa e termina com o cliente; precisa ser o cliente. É o cliente, sem duvida. Técnica e legalmente, você precisa colocar os acionistas em primeiro lugar, mas, para proporcionar um bom desempenho a eles, é necessário fazer com que encantar os clientes fique no centro de tudo o que você faz”

James Bilefield – ex CEO do OpenX e director do Skype