mar 22

Entrevista concedida pelo Engenheiro Marcius Vitale para o Jornal do Engenheiro do SEESP

 

Como está a área de telecomunicações no País para o engenheiro 

 

O engenheiro e consultor Marcius Vitale é dono de um vasto currículo em telecomunicações. Atuou como gestor e diretor em empresas do Sistema Telebras, nos segmentos de planejamento, projetos, implantação, operação, manutenção, equipamentos e sistemas. Nesta entrevista ao Jornal do Engenheiro, ele dá algumas dicas sobre o setor e como o profissional deve se preparar para alcançar destaque e consolidar carreira.

 

Foto: Jéssica Silva

Marcius editadaApesar do desaquecimento da economia do País, Vitale acredita que setor de
telecomunicação terá demanda boa por profissionais nos próximos meses

Quais são os segmentos em alta na área de telecomunicações?
Marcius Vitale – Com a evolução de sistemas integrados e que devem se comunicar, novas especializações são sempre requisitadas ao profissional que os mantém, planeja, projeta, implanta e opera. Alguns setores estão em alta e demandam mão de obra capacitada. São eles: transmissão, backbones com cabos ópticos, DWDM (Dense Wavelength Division Multiplexing, na sigla em inglês, que significa multiplexação densa por comprimento de onda), transferência de dados, 3G, 4G, redes IP etc..
Quais as habilidades necessárias a esse profissional?
Marcius Vitale – Além de exigências técnicas e proficiência em uma língua estrangeira – saber inglês é condição sine qua non –, também é mister que o profissional seja multitarefa, com conhecimento em várias tecnologias. Fazer mais com menos é uma premissa que deve ser perseguida por todos da área, otimizando a produtividade, diminuindo custos e agindo sempre sob a ética da preservação de sua identidade profissional, da sociedade e do meio ambiente.
Como está o mercado de trabalho atualmente no País?
Marcius Vitale – Está fraco, em função da falta de investimentos no setor. Por outro lado, creio que muito deverá ser feito para corrigir as falhas detectadas no que está implantado. Como exemplo, cito a situação precária das nossas redes de cabos ópticos e metálicos instalados em todo o País, assim como as péssimas condições de nossa infraestrutura subterrânea, construída sem nenhum planejamento conjunto entre as empresas que exploram serviços públicos, o que tem ocasionado problemas e elevadíssimos custos para a manutenção das tais redes.

 

Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa SEESP

mar 22

Palestra – Caos na Infraestrutura afeta diretamente a qualidade da banda larga

31/05/2016

Caos na infraestrutura afeta diretamente qualidade da banda larga

É caótica a situação atual da infraestrutura da banda larga no Brasil. Não há planejamento integrado entre as diversas estruturas de redes de telecomunicações, obras são feitas aleatoriamente resultando em um subterrâneo totalmente congestionado, com cabeamentos fora dos padrões. De acordo com o consultor Marcius Vitale, esse é o retrato nas grandes cidades e que dificulta a implementação de mais cabos de fibra ótica para melhorar o sinal da internet. Além disso, o que já está vem sendo implantado está sendo feito de maneira errada, com curvaturas e emendas que afetam diretamente na qualidade da banda que passa pelos cabos.

Foto: Beatriz Arruda/Imprensa SEESP
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Além de ser um trabalho que requer alto investimento, demanda treinamento adequado e integração entre as redes, uma vez que não há mais espaço para remanejamento do aéreo para o subterrâneo.

“Fico apavorado como nada que está sendo feito, está sendo feito de maneira a melhorar o cenário. Aliás, esta piorando a olhos vistos. Sai governo, entra governo, e continua se deteriorando. Me preocupa é que se lança satélite, cabo ótico submarino, que é importante, sem dúvida, mas não está se dando atenção ao que chamo de câncer, que é a situação atual da estrutura de rede, que vem sendo mal implantada há anos”, afirmou Vitale, durante o debate “Banda Larga versus Infraestrutura Nacional Precária”, promovido pelo Conselho Assessor de Comunicação e Telecomunicação do Conselho Tecnológico do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP), na quarta-feira (25/5).

O engenheiro eletricista, especialista em telecomunicações, vem colecionando há anos fotos que faz de serviços mal feitos, verdadeiros flagrantes do descaso das concessionárias e empresas terceirizadas que atuam no setor. Ao som da música “Brasil”, do cantor e compositor Cazuza, ele exibiu parte de sua coleção de registros que chamou de “circo dos horrores”.

Ainda de acordo com sua avaliação, todas as fases de um projeto de engenharia não estão sendo respeitadas: treinamento, planejamento, projeto, especificação de material, implantação, fiscalização e desempenho em campo para acompanhar a eficiência da rede.

“O que temos hoje é treinamento da mão de obra inexistente, planejamento falho, projetos ruins, especificação de materiais fraca, implantação deficiente ou péssima, fiscalização inexistente, manutenção sofrível, desempenho de produto inexistente, e segurança pífia, a norma NR 10 totalmente esquecida”, lamenta Vitale, lembrando que tudo isso afeta diretamente a qualidade dos serviços prestados pelas operadoras e provedores de internet. “Um provedor que tem direito a passar um cabo também não consegue fazer devido a essa balbúrdia”, completou.

Ao ser questionado sobre qual a solução para a qualidade da banda larga, cujo consumo vem crescendo vertiginosamente nos últimos anos, Vitale enfatizou que a única solução é a instalação dos cabos de fibra ótica e que é preciso uma revisão sobre tudo o que vem sendo feito, além do compartilhamento da infraestrutura, já previsto em resoluções existentes como da Aneel. Ele lembrou que em países desenvolvidos as empresas e concessionárias dividem galerias subterrâneas e até mesmo dutos antigos, que não são mais usados, de empresas do setor elétrico, por exemplo, que podem ser cedidos para novos cabeamentos. E tudo feito de forma supervisionada.

“O que vai por cima, 2G, 3G, 4G, satélite, tem limitação. Isso se chama espectro de frequência, que tem um limite, com bandas separadas. Por mais que você queira digitalizar e criar novos espectros, é algo finito. A única formas de se fazer esse tráfego ser infinito ou que fique extraordinariamente grande é a fibra ótica. A transmissão de sinal de luz permite que, se for bem construído, permite a transmissão de grandes faixas, grandes bandas. É como ter uma Rodovia dos Bandeirantes no lugar de uma estrada de terra”, explicou.

Privatização
Ele também lembrou que apesar de muito dos problemas já estar no subsolo, em cidades menores (e também em grandes), a situação nos postes de energia não é diferente. Ele diz que depois do fim do sistema Telebrás, com a privatização na década de 1990, os processos de padronagem não continuaram sendo respeitados. “Anteriormente à privatização quando tinha a Telebras, tínhamos os padrões. Existiam problemas, mas havia um padrão técnico que era cumprido. Agora, além da poluição visual devido ao excesso de fios, falta segurança para os técnicos trabalharem”, lembrou.

A terceirização das empresas que realizam esses serviços também foi lembrada pelos presentes, lembrando que vem aumentando o número de acidentes e mortes no trabalho.

Marcelo Zuffo, professor do Departamento de Engenharia de Sistemas Eletrônicos da Escola Politécnica da USP, que coordenou a atividade, lembrou que o projeto da privatização era bom, dentro de uma lógica do capital, mas que o papel do estado, de regular os investimentos em infraestrutura, não foi cumprido. “Demos uma guinada muito liberal na época e criou-se essa situação de total desrespeito com relação à infraestrutura, e isso ocorre em todos os setores que foram privatizados. Todos estão ruins”, avaliou Zuffo.

Outro ponto colocado pelo professor da Poli é o papel que o engenheiro deve desempenhar na sociedade, de ver algo que não está bom e que ele comunique a alguma autoridade competente, como o Ministério Público. Como ferramenta, ele sugere que os profissionais utilizem Anotação de Responsabilidade Técnica (ARTs) – concedidas aos engenheiros e arquitetos por meio dos CREAs.

“Houve um ‘despoder’ dos engenheiros. E não só no setor público, mas profissionais de multinacionais também se queixam afirmando que empresas viraram financeiras, que um advogado ou contabilista tem maior importância do que um engenheiro”, observou Zuffo, que sugeriu, juntamente com todos presentes, a criação de um grupo e trabalho para preparar uma proposta de um projeto estruturante para o setor.

Em sua fala de abertura da atividade, Zuffo também fez duras críticas a junção do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) com o Ministério das Comunicações (MC). Confira aqui.

Deborah Moreira
Imprensa SEESP

fev 18

ADINATEL presente no SEESP – Reunião do Conselho Tecnológico

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 Engenheiro Celso Renato – Diretor SEESP / Engenheiro Murilo Celso de Campos – Presidente do SEESP/FNE / Engenheiro Marcius Vitale – Presidente da Adinatel 

Reunião do Comitê Gestor (CG) do Conselho Tecnológico (CT) do SEESP – Fevereiro de 2017

Dentre os assuntos tratados, dois temas foram apresentados: Bens Reversíveis e Situação da Infraestrutura de Redes no Brasil.

O Engenheiro Marcius Vitale detalhou aos presentes, um Plano de Ação a ser implementado pelo SEESP, o qual prevê o ordenamento da Infraestrutura de redes no país.

O assunto Infraestrutura de Redes é importantíssimo, para a melhoria da Qualidade de Banda Larga no Brasil.

dez 29

Fazendinha do Papai Noel

 

Imagem do Papai Noel Brasil, criada pela Agência Digital – Vitaleweb gentilmente cedida para a Casa de São Rafael de Apoio ao Paciente com Câncer, localizada em Pouso Alegre –  Minas Gerais

 

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dez 29

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dez 16

Palestra apresentada na ARSESP – COE – Dezembro de 2016

Adinatel presente na última reunião de 2016 do COE – ARSESP – Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo.

Marcius Vitale – Presidente da Adinatel – Associação dos Diplomados do Inatel, proferiu uma palestra com o título: Infraestrutura de Redes. Na oportunidade, apresentou algumas sugestões que podem ser inseridas no Regulamento Conjunto 04 – Compartilhamento de Infraestrutura e de Resolução de Conflitos entre as Agências Reguladoras dos Setores de Energia Elétrica, Telecomunicações e Petróleo.

A Concessionária Eletropaulo, se fez presente apresentando o Tema Compartilhamento de Redes.

Os trabalhos serão continuados no próximo ano.

 

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Ruy Bottesi – Diretor Deinfra Fiesp / Carlos Roberto Silvestrin – Presidente do COE – Arsesp / Marcius Vitale – Presidente da Adinatel / Roberto Zâmbia Pereira – Secretário Executivo da Arsesp

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nov 25

Infraestrutura de Redes – ARSESP/COE – Compartilhamento de Postes

Reunião na sede da ARSESP – Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo,  105ª reunião do Conselho de Orientação de Energia (COE) para debater com a ANEEL e ANATEL o tema “Compartilhamento de Postes” que é objeto da Resolução Conjunta nº 004/14 da Aneel e Anatel, na qual  participaram  representantes dessas duas agências federais. 
 
Presentes ao encontro: Carlos Roberto Silvestrin – Presidente do COE / Artesp, Ruy Bottesi – Diretor da Fiesp/Deinfra, Carlos Alberto Calixto Mattar – Aneel, Abraão Balbino e Silva da Anatel, Marcius Vitale – Adinatel, além de membros da Abinee, Secretária de Energia do Estado de São Paulo, SEESP – Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo, Eletropaulo, outros
 
O encontro foi bastante produtivo e deverá gerar bons frutos, nos próximos dias, a ARSESP/COE ira agendar uma nova reunião para a continuidade dos trabalhos.
 
No próximo encontro irei apresentar o tema – Infraestrutura de Redes – Situação atual, dicas e sugestões para a melhoria do cenário.
 
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Abraão Balbino e Silva da Anatel, Carlos Alberto Calixto Mattar – Aneel, 
Marcius Vitale – Adinatel,  Ruy Bottesi – Diretor da Fiesp/Deinfra

nov 09

Palestra no SEESP – Melhoria da Infraestrutura de Telecomunicações no Brasil

A apresentação do Engenheiro Marcius Vitale – Presidente da ADINATEL, na sede do SEESP – Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo, em 09 de novembro de 2016.

A palestra foi apresentada na , o tema apresentado,   abordou aspectos que podem ser melhorados na Infraestrutura de Redes de Telecomunicações nas cidades brasileiras.

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nov 06

O princípio dos modernos DRONES

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No ano de 1984 quando presidia a Associação Senta a Pua de Aeromodelismo em Brasília, desenvolvi um projeto inédito na época: Aeromodelos Rádio Controlados equipados com máquina fotográfica para serviços de Aerofotogrametria.

 

O projeto desenvolvido, pode ser considerado o pioneiro no Brasil na obtenção de imagens tiradas por um veículo aéreo não tripulado, o princípio dos modernos Drones.

 

A matéria intitulada “O AEROMODELISMO A SERVIÇO DA AEROFOTOGRAMETRIA” foi publicada em 1984 na Revista Esporte Modelismo – Editora Aéro – Ano II – nº 14, com o conteúdo abaixo:

 

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A simples instalação de um bom equipamento fotográfico em um aeromodelo rádio controlado é o suficiente para obtermos excelentes fotos aéreas, que podem ser comandadas do chão pelo piloto.

 

O presente artigo pretende mostrar o trabalho que esta sendo desenvolvido no Distrito Federal, relacionado à aerofotogrametria, utilizando aeromodelos rádio controlados. Esta experiência tem apresentado excelentes resultados e pode ser de grande valia na divulgação deste interessante esporte-hobby.

 

As fotografias aéreas são utilizadas na confecção de mapas topográficos de uma determinada região. Para a realização dessas fotos, utiliza-se costumeiramente, um avião dotado de câmeras especiais, as quais reproduzem fielmente a topografia do local fotografado. A esta operação dá-se o nome de aerofotogrametria.

 

No aeromodelismo, isto pode ser realizado com sucesso, simplesmente acoplando-se ao aeromodelo uma câmera fotográfica, controlada por um servo mecanismo independente.

 

Como Fotografar

 

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Devemos em principio utilizar um aeromodelo que voe em velocidade reduzida e de forma estável, embora também a câmera possa ser instalada em planadores.

 

Em nossas fotos, o aeromodelo empregado é o Telemaster Senior, cuja envergadura é de aproximadamente 2,00 metros.

 

A câmera utilizada é a Ricoh Auto-Half, e as fotos são batidas com abertura 8 e velocidade 300, com filme de 400 asas. A grande vantagem deste tipo de câmera é a de podermos tirar até 10 fotos após a decolagem do modelo, sem termos que aterrar para avançar o filme, no caso de utilizarmos máquinas convencionais.

 

Para o disparo da máquina fotográfica, é utilizado o quinto canal do rádio, com um servo mecanismo independente para esta operação.

Para o acondicionamento da câmera e do servo mecanismo, construiremos um suporte, que deve ser afixado na lateral do modelo através de elásticos. O ponto ideal escolhido para fixação do conjunto é o centro de gravidade (CG) do modelo, sendo que a câmera deverá ser posicionada de modo a facilitar o enquadramento das fotos a serem batidas.

 

É bom salientar também que a câmera deverá ser colocada na lateral esquerda do modelo, fora do escapamento de gases e óleo do motor.

 

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out 22

Noel Brasil – Papai Noel Brasileiro

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Papai Noel Brasileiro 

O tradicional Papai Noel é uma figura lendária inspirada na imagem de São Nicolau que originalmente era retratado com trajes de bispo.

O atual traje foi criado pelo cartunista alemão Thomas Nast, em 1886 na revista Harper’s Weeklys.

Em 1931 a Coca Cola realizou uma grande campanha publicitária vestindo o Noel ao mesmo modo de Nast, lançando um comercial do bom velhinho com vestes vermelhas, botas e um largo sorriso.

Na versão americana, a mais difundida pelo mundo, o personagem mora no extremo norte e vive com sua esposa Mamãe Noel, duendes e inúmeras renas voadoras.

Utiliza para seus deslocamentos, o tradicional trenó e nas noites de Natal distribui presentes e doces para crianças bem comportadas.

Como não temos aqui no Brasil as mesmas características meteorológicas encontradas nos países do norte, criei o nosso Papai Noel, que possui um perfil mais adequado a nossa realidade.

Noel tropicalizado

 

Noel Brasil, ou Papai Noel Brasileiro foi criado pela Agência VitaleWeb – Vitale Consultoria e vem sendo utilizado como mascote em propagandas natalinas.

Noel Brasil não utiliza os trenós para o seu deslocamento e sim, carroça puxada por jegues.

Em vez de Duendes, seus colaboradores são os Sacis e sua vestimenta é leve e simples, como os trajes do nosso homem do campo.

Detesta calçar botas, adora comer morangos e tem sua oficina de brinquedos no interior de um estado brasileiro.

 

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