{"id":2745,"date":"2020-09-24T00:53:21","date_gmt":"2020-09-24T00:53:21","guid":{"rendered":"http:\/\/marciusvitale.com.br\/?p=2745"},"modified":"2020-10-02T15:50:34","modified_gmt":"2020-10-02T15:50:34","slug":"ftth-meeting","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/marciusvitale.com.br\/?p=2745","title":{"rendered":"FTTH Meeting"},"content":{"rendered":"\n<ul class=\"wp-block-gallery aligncenter columns-1 is-cropped\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img loading=\"lazy\" width=\"960\" height=\"540\" src=\"http:\/\/marciusvitale.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Slide1-2.jpeg\" alt=\"\" data-id=\"2783\" data-link=\"http:\/\/marciusvitale.com.br\/?attachment_id=2783\" class=\"wp-image-2783\" srcset=\"http:\/\/marciusvitale.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Slide1-2.jpeg 960w, http:\/\/marciusvitale.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Slide1-2-300x169.jpeg 300w\" sizes=\"(max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><\/figure><\/li><\/ul>\n\n\n\n<h3><em>O futuro da conectividade depende das redes que vamos construir agora<\/em>.<\/h3>\n\n\n\n<p style=\"text-align:center\"><strong>Rodrigo Concei\u00e7\u00e3o Santos, do InfraDigital<\/strong>&nbsp;                                           <em>(Especial do FTTH Meeting)<\/em>&nbsp;<strong>\u2013 22 de Setembro de 2020<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Converg\u00eancia de tecnologias, compartilhamento de infraestrutura e atualiza\u00e7\u00e3o das normas vigentes s\u00e3o alguns dos desafios&nbsp;<\/strong><\/em><em><strong>que podem interferir na qualidade da nossa vida digital<\/strong><\/em><em>.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A crian\u00e7a joga online pelo tablet enquanto o marido assiste a uma s\u00e9rie em 4K pela smart TV. A esposa est\u00e1 concentrada em uma feira de neg\u00f3cios virtual no computador port\u00e1til e a av\u00f3 assiste a reprise da novela pelo aplicativo da TV tradicional. A geladeira apita, avisando que acabou o leite, enquanto as persianas el\u00e9tricas pedem sinal de reconfigura\u00e7\u00e3o no celular por conta de uma queda s\u00fabita de energia. Esse \u00e9 um, dos milhares de cen\u00e1rios em que o nosso cotidiano conectado exige o envio e recebimento de um volume de dados cada vez maior. Os provedores de internet t\u00eam a miss\u00e3o de suportar o tr\u00e1fego por meio de suas redes, cada vez mais congestionadas, e a solu\u00e7\u00e3o de passar novos cabeamentos est\u00e1 sendo comprometida pela falta de organiza\u00e7\u00e3o que resultam no emaranhado de fios e dutos que passam pelos postes e subterr\u00e2neo das metr\u00f3poles.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse \u00e9 o impasse que prejudica o avan\u00e7o da infraestrutura de telecomunica\u00e7\u00f5es, tema que est\u00e1 sendo amplamente discutido nesta semana durante o evento virtual&nbsp;<a rel=\"noreferrer noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/ftthmeeting.com.br\/\">FTTH Meeting<\/a>, com cobertura exclusiva do&nbsp;<a rel=\"noreferrer noopener\" target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.infraroi.com.br\/\"><strong>InfraROI<\/strong><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a Commscope, a converg\u00eancia de tecnologias que exigem conectividade vai demandar cada vez mais largura de banda larga e a consequente instala\u00e7\u00e3o e aprimoramento de redes. Segundo Emerson Santos, engenheiro de aplica\u00e7\u00e3o da empresa, veremos aumento de solu\u00e7\u00f5es convergentes de iot, cloud computing, 4k, realidade virtual e outras. \u201cE as redes precisam estar preparadas para isso\u201d, diz. A solu\u00e7\u00e3o, de acordo com ele, come\u00e7a pela constru\u00e7\u00e3o de infraestruturas \u00e0 prova de futuro. Ou seja, as redes precisam estar preparadas para escalonamentos, conforme aumente a demanda por transmiss\u00e3o de dados.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOcorre que para construir redes \u00e0 prova de futuro \u00e9 preciso investir nos materiais e m\u00e9todos corretos. E n\u00e3o \u00e9 isso que temos observado. Muitos provedores regionais optam pelo menor pre\u00e7o e assim adquirem materiais que limitam a expans\u00e3o da oferta de servi\u00e7os de conectividade\u201d, interv\u00e9m Marcius Vitale, engenheiro e consultor de telecomunica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Vitale, a profissionaliza\u00e7\u00e3o do setor, assim como a capacita\u00e7\u00e3o da m\u00e3o de obra, pode reduzir esse problema. Por outro lado, h\u00e1 uma quest\u00e3o estrutural mais grave, que \u00e9 a falta de espa\u00e7o f\u00edsico para a passagem de novos cabeamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>A busca pela abertura e regulamenta\u00e7\u00e3o desses espa\u00e7os \u00e9 o principal tema empenhado por Vitale atualmente. Ele participa de tratativas com prefeituras, concession\u00e1rias de energia e t\u00e9cnicos de v\u00e1rias naturezas na busca por essas solu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim como as redes de g\u00e1s, saneamento b\u00e1sico e eletricidade, as redes de telecomunica\u00e7\u00f5es s\u00e3o de utilidade p\u00fablica (utilities) e precisam de normas que assegurem a sua evolu\u00e7\u00e3o. \u201cHoje, a realidade \u00e9 que a organiza\u00e7\u00e3o dessas infraestruturas \u00e9 um caos total, com regi\u00f5es, principalmente as mais densas, com postes e subterr\u00e2neos tomados por dezenas de redes desorganizadas\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Compartilhamento de infra \u00e9 a sa\u00edda<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para resolver o imbr\u00f3glio, ele e sua equipe desenvolveram v\u00e1rios estudos, entre os quais est\u00e1 um voltado \u00e0 gest\u00e3o de micro \u00e1reas, de modo que as distribuidoras de energia el\u00e9trica, por exemplo, tenham mais capacidade de organiza\u00e7\u00e3o na passagem de redes de telecomunica\u00e7\u00f5es pelos seus postes. \u201cTenho bom relacionamento com as concession\u00e1rias de energia e estamos fazendo um trabalho com a prefeitura de S\u00e3o Paulo abordando a interface ideal entre as redes el\u00e9tricas, de saneamento, g\u00e1s e telecom\u201d, revela Vitale.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, \u00e9 preciso validar as solu\u00e7\u00f5es desenvolvidas com testes de campo, algo que, al\u00e9m das devidas aprova\u00e7\u00f5es, dependem de testes massivos em campo. Por isso ele visualiza que as solu\u00e7\u00f5es para a organiza\u00e7\u00e3o e compartilhamento de infraestruturas de redes ocorrer\u00e3o paulatinamente, sendo que algumas tecnologias, como as de microcabos e microvalas tendem a ganhar espa\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Problema maior nas redes a\u00e9reas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Pelo maior custo inicial de implanta\u00e7\u00e3o \u2013 h\u00e1 estudos que demonstram que esse custo \u00e9 compensado ao longo da utiliza\u00e7\u00e3o da rede \u2013 as instala\u00e7\u00f5es subterr\u00e2neas ainda s\u00e3o minoria no universo das telecomunica\u00e7\u00f5es. Estima-se que mais de 90% das redes estejam em via a\u00e9rea, ou seja, nos postes das concession\u00e1rias de energia el\u00e9trica. \u201cAntes os cabos estavam pendurados nos postes. Agora os postes \u00e9 que est\u00e3o pendurados neles\u201d, brinca Marco Paulo Giannetti, coordenador t\u00e9cnico da Fibracem.<\/p>\n\n\n\n<p>A s\u00e1tira demonstra a realidade ca\u00f3tica citada por Vitale e traz a explica\u00e7\u00e3o f\u00edsica de que os espa\u00e7os reservados nos postes pelas normas atuais n\u00e3o condizem com a demanda dos provedores de telecomunica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Giannetti explica que as concession\u00e1rias de energia disponibilizam basicamente seis pontos de fixa\u00e7\u00e3o para outras redes, al\u00e9m da sua pr\u00f3pria, de energia. \u201cAntigamente, t\u00ednhamos uma rede de telecom utilizando o poste. Depois vieram as redes de TV a cabo. Com a privatiza\u00e7\u00e3o das telecomunica\u00e7\u00f5es, surgiram as operadoras espelho e as operadoras de longa dist\u00e2ncia. Com isso, quatro posi\u00e7\u00f5es j\u00e1 foram ocupadas, restando outras duas para acomodar novas redes\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Obviamente insuficientes, esses pontos de fixa\u00e7\u00e3o foram extrapolados, resultando na super ocupa\u00e7\u00e3o dos postes, como estamos nos acostumando a observar nas regi\u00f5es com popula\u00e7\u00e3o mais densa. Mas Giannetti pondera que, mesmo nos locais onde h\u00e1 pontos de fixa\u00e7\u00e3o dispon\u00edveis, a incid\u00eancia de redes instaladas fora de norma \u00e9 grande. \u201cE isso tem sido um problema cada vez maior para os provedores, pois as concession\u00e1rias est\u00e3o come\u00e7ando a \u2018meter o alicate\u2019, literalmente\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Com destaque apara a Enel, no estado de S\u00e3o Paulo, ele diz ser cada vez mais comum o corte de redes implantadas incorretamente nos postes das concession\u00e1rias de energia. Contra isso, ele sugere que os provedores aprimorem conhecimentos sobre as normas vigentes, principalmente a NBR \u2013 1514, da ABNT, criada em 2006. \u201cEssa norma precisa de atualiza\u00e7\u00e3o, mas \u00e9 a que temos para hoje\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Baseadas nela, as concession\u00e1rias de energia t\u00eam as suas pr\u00f3prias regras para a instala\u00e7\u00e3o de redes de telecom em seus postes. \u201cNo geral, as concession\u00e1rias disponibilizam um espa\u00e7o de 500 mm, abaixo do mastro da lumin\u00e1ria e que deve ser dividido entre os seis pontos de fixa\u00e7\u00e3o citados. Ou seja, cada operadora tem o seu espa\u00e7o limitado e a instala\u00e7\u00e3o da rede deve respeitar especifica\u00e7\u00f5es como altura m\u00ednima de 5 metros em ruas e avenidas ou de 3 metros quando est\u00e3o sobre o passeio ou ainda de 6 metros quando h\u00e1 tr\u00e1fego de m\u00e1quinas agr\u00edcolas\u201d, detalha o especialista.<\/p>\n\n\n\n<p>Para seguir com a instala\u00e7\u00e3o da rede, uma vez que haja ponto de fixa\u00e7\u00e3o dispon\u00edvel, o provedor deve apresentar o projeto para valida\u00e7\u00e3o da concession\u00e1ria. \u201cFeito isso, \u00e9 preciso colocar a identifica\u00e7\u00e3o. E h\u00e1 regras para essa pr\u00e1tica tamb\u00e9m: a etiqueta deve ter dimens\u00e3o de 90\u00d740 cm, com fundo amarelo e escritos com o tipo do cabo e o nome da ocupante, entre outras especifica\u00e7\u00f5es\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Emerson Santos, Marcius Vitale e Marco Paulo Giannetti, assim como dezenas de outros especialistas, palestraram no primeiro dia da 4\u00aa edi\u00e7\u00e3o do FTTH Meeting, que tamb\u00e9m acontece hoje e cujas inscri\u00e7\u00f5es podem ser feitas gratuitamente em&nbsp;<a rel=\"noreferrer noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/ftthmeeting.com.br\/\">www.ftthmeeting.com.br<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(*) O InfraDigital<\/strong>&nbsp;\u00e9 um projeto comum de conte\u00fado do&nbsp;<a rel=\"noreferrer noopener\" target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.infraroi.com.br\/\"><strong>InfraROI<\/strong>&nbsp;<\/a>e o do&nbsp;<a rel=\"noreferrer noopener\" target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.ipnews.com.br\/\"><strong>IPNews<\/strong><\/a>. Para informa\u00e7\u00f5es sobre o formato, consulte Jackeline Carvalho (<a href=\"mailto:jackeline@cinterativa.com.br\">jackeline@cinterativa.com.br<\/a>), Nelson Val\u00eancio (<a href=\"mailto:nelson@canaris-com.com.br\">nelson@canaris-com.com.br<\/a>) ou Rodrigo Santos (<a href=\"mailto:rodrigo@canaris-com.com.br\">rodrigo@canaris-com.com.br<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>LINK de ACESSO:  <\/strong><br><a href=\"https:\/\/youtu.be\/Gqhq6_itmZ0\">https:\/\/youtu.be\/Gqhq6_itmZ0<\/a><br><a rel=\"noreferrer noopener\" target=\"_blank\" href=\"http:\/\/infraroi.com.br\/\"><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O futuro da conectividade depende das redes que vamos construir agora. 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