{"id":2560,"date":"2019-11-04T23:05:58","date_gmt":"2019-11-04T23:05:58","guid":{"rendered":"http:\/\/marciusvitale.com.br\/?p=2560"},"modified":"2020-03-31T23:35:41","modified_gmt":"2020-03-31T23:35:41","slug":"a-questao-dos-postes","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/marciusvitale.com.br\/?p=2560","title":{"rendered":"A quest\u00e3o dos postes"},"content":{"rendered":"\n<table class=\"wp-block-table\"><tbody><tr><td><a href=\"https:\/\/imss91-ctp.trendmicro.com\/wis\/clicktime\/v1\/query?url=http%3a%2f%2fwww.seesp.org.br%2fsite%2fcontatos&amp;umid=538DE714-9665-9005-8DAF-43C13CAA62CA&amp;auth=19120be9529b25014b618505cb01789c5433dae7-cc558cbf1fd3333457e27b945eb3c2c4a393ffe4\"><\/a><br><\/td><td><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/imss91-ctp.trendmicro.com\/wis\/clicktime\/v1\/query?url=https%3a%2f%2fwww.facebook.com%2fseesp&amp;umid=538DE714-9665-9005-8DAF-43C13CAA62CA&amp;auth=19120be9529b25014b618505cb01789c5433dae7-5d37c4c1dfc9b67411b8b4457c8579a1aa88d8ae\" target=\"_blank\"><\/a><br><\/td><td><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/imss91-ctp.trendmicro.com\/wis\/clicktime\/v1\/query?url=https%3a%2f%2ftwitter.com%2fseesp%5feng&amp;umid=538DE714-9665-9005-8DAF-43C13CAA62CA&amp;auth=19120be9529b25014b618505cb01789c5433dae7-4f0bfe1ae5ba908e501075d65c3d1f5cc7649030\" target=\"_blank\"><\/a><br><\/td><td><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/imss91-ctp.trendmicro.com\/wis\/clicktime\/v1\/query?url=https%3a%2f%2fwww.linkedin.com%2fcompany%2foportunidadesseesp%2f&amp;umid=538DE714-9665-9005-8DAF-43C13CAA62CA&amp;auth=19120be9529b25014b618505cb01789c5433dae7-b4e3eccea80fee105b01344377ae43ba26662451\" target=\"_blank\"><\/a><br><\/td><td><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/imss91-ctp.trendmicro.com\/wis\/clicktime\/v1\/query?url=https%3a%2f%2fwww.youtube.com%2fuser%2fEngenheirosdeSP&amp;umid=538DE714-9665-9005-8DAF-43C13CAA62CA&amp;auth=19120be9529b25014b618505cb01789c5433dae7-ae2c8744d8ca4da07a878939932951260633d646\" target=\"_blank\"><\/a><br><\/td><td><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/imss91-ctp.trendmicro.com\/wis\/clicktime\/v1\/query?url=https%3a%2f%2fwww.instagram.com%2foportunidades%5fna%5fengenharia%2f%3fhl%3dpt%2dbr&amp;umid=538DE714-9665-9005-8DAF-43C13CAA62CA&amp;auth=19120be9529b25014b618505cb01789c5433dae7-bdd7dbeaa0448c7b5e2c133f43bf9109117b1203\" target=\"_blank\"><\/a><br><\/td><td><a href=\"https:\/\/imss91-ctp.trendmicro.com\/wis\/clicktime\/v1\/query?url=http%3a%2f%2fwww.seesp.org.br%2fsite%2fwhatsapp%2dinscricao&amp;umid=538DE714-9665-9005-8DAF-43C13CAA62CA&amp;auth=19120be9529b25014b618505cb01789c5433dae7-c08b944e5e91570c5498570f2361a788d1cc70a8\"><\/a><br><\/td><td><a href=\"https:\/\/imss91-ctp.trendmicro.com\/wis\/clicktime\/v1\/query?url=http%3a%2f%2fwww.seesp.org.br%2fsite%2fcontatos&amp;umid=538DE714-9665-9005-8DAF-43C13CAA62CA&amp;auth=19120be9529b25014b618505cb01789c5433dae7-cc558cbf1fd3333457e27b945eb3c2c4a393ffe4\"><\/a><br><\/td><\/tr><\/tbody><\/table>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" width=\"720\" height=\"405\" src=\"http:\/\/marciusvitale.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/Slide1.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2636\" srcset=\"http:\/\/marciusvitale.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/Slide1.jpeg 720w, http:\/\/marciusvitale.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/Slide1-300x169.jpeg 300w\" sizes=\"(max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><br><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img src=\"blob:http:\/\/marciusvitale.com.br\/b8890a80-2f20-4bac-a919-70e3b23f1711\" alt=\"cid:image009.jpg@01D591B9.EF599360\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>25\/10\/2019<\/p>\n\n\n\n<p><br>Abaixo, a reprodu\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria publicada pela Revista Painel da AEAAPP, edi\u00e7\u00e3o de setembro deste 2019, traz a discuss\u00e3o sobre a desordem nos fios e cabos a\u00e9reos. Entre as fontes ouvidas para a reportagem, est\u00e1 o diretor do SEESP Carlos Kirchner e o consultor Marcius Vitale,\u00a0coordenador do Grupo de Infraestrutura de Telecomunica\u00e7\u00f5es do SEESP.\u00a0<br><br><strong>A quest\u00e3o dos postes<\/strong><br><br><em>Novas tecnologias e servi\u00e7os fizeram as cidades avan\u00e7arem, mas tamb\u00e9m as tornaram mais polu\u00eddas em raz\u00e3o do cabeamento a\u00e9reo de internet, TV a cabo e energia el\u00e9trica; entenda como funciona e quem \u00e9 respons\u00e1vel por isso.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><br>Desde 2018, est\u00e1 em vigor a Lei Municipal 14.045\/2017 que estabelece regras de gest\u00e3o para o compartilhamento dos postes em Ribeir\u00e3o Preto. Os postes da cidade, cerca de 80 mil, t\u00eam dono: a concession\u00e1ria de energia el\u00e9trica que, na maioria das cidades paulistas, \u00e9 o Grupo CPFL. Ela compartilha esse espa\u00e7o, mediante aluguel, com outras empresas prestadoras de servi\u00e7os \u2013 de telefonia, internet etc \u2013 que penduram seus fios e equipamentos para fazer seus sinais chegarem \u00e0s casas das pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOcorre que, as empresas usam os espa\u00e7os de maneira indiscriminada, causando transtornos \u00e0 cidade, uma vez que os cabos, quando se soltam \u2013 o que n\u00e3o \u00e9 raro \u2013 ficam no lugar por muito tempo, e ningu\u00e9m se responsabiliza\u201d, observa o engenheiro Luiz Umberto Menegucci, diretor administrativo da AEAARP.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o as ag\u00eancias reguladoras de telecomunica\u00e7\u00f5es (ANATEL) e de energia el\u00e9trica (ANEEL) que normatizam a utiliza\u00e7\u00e3o dos postes em todo o pa\u00eds. O engenheiro M\u00e1rcius Vitale, do Sindicato dos Engenheiros do Estado de S\u00e3o Paulo (SEESP), afirma que a quest\u00e3o \u00e9 de seguran\u00e7a da popula\u00e7\u00e3o e de polui\u00e7\u00e3o visual. Ele integra um grupo que debate o tema no SEESP, propondo solu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Os postes s\u00e3o concess\u00f5es p\u00fablicas outorgadas \u00e0 explora\u00e7\u00e3o por distribuidoras de energia el\u00e9trica. A atual legisla\u00e7\u00e3o concede \u00e0s empresas de telecomunica\u00e7\u00e3o o direito de uso compartilhado dessa infraestrutura, que \u00e9 p\u00fablica, por\u00e9m gerida e explorada comercialmente por empresas privadas. O direito \u00e9 garantido por lei, a de n\u00famero n\u00ba 9.472 de 16 de julho de 1997, conhecida como Lei Geral das Telecomunica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><br>A concess\u00e3o do direito inclui, al\u00e9m dos postes, \u201cdutos, condutos e servid\u00f5es pertencentes ou controlados por prestadora de servi\u00e7os de telecomunica\u00e7\u00f5es ou de outros servi\u00e7os de interesse p\u00fablico, de forma n\u00e3o discriminat\u00f3ria e a pre\u00e7os e condi\u00e7\u00f5es justos e razo\u00e1veis\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Para disciplinar essa rela\u00e7\u00e3o, a ANATEL, a ANEEL e a ANP (Ag\u00eancia Nacional de Petr\u00f3leo) fixaram diretrizes em resolu\u00e7\u00f5es conjuntas editadas em 1999, 2001, 2014 e 2017. As regras valem para os 46 milh\u00f5es de postes de distribui\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica de todo o Brasil. No estado de S\u00e3o Paulo s\u00e3o 7 milh\u00f5es de postes.<br><br>As resolu\u00e7\u00f5es disciplinam, por exemplo, quais os tipos de infraestruturas que usar\u00e3o os espa\u00e7os compartilhados, regras para resolu\u00e7\u00e3o de conflitos, define valores de refer\u00eancia a serem cobrados no aluguel de postes e a \u00faltima, de 2017, atualiza a primeira, de 1999. Segundo a ANATEL, as normatiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o regulam a quantidade de cabos ou equipamentos a serem fixados nos postes. \u201cCabe \u00e0s distribuidoras detalhar as regras de utiliza\u00e7\u00e3o dessa&nbsp; infraestrutura e realizar a boa gest\u00e3o dos postes, atividade pela qual s\u00e3o remuneradas pelos prestadores ocupantes\u201d, informou a assessoria de imprensa da ag\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Cabe \u00e0 empresa que ocupa o poste, ainda de acordo com a ag\u00eancia, observar a legisla\u00e7\u00e3o local, o plano de ocupa\u00e7\u00e3o e a conformidade t\u00e9cnica com as normas de postes de cada distribuidora.<\/p>\n\n\n\n<p><br>A CPFL informa que os postes t\u00eam capacidade de suportar esfor\u00e7os entre 200kg e 1.200kg, dependendo do modelo de constru\u00e7\u00e3o de cada um.<br><br>A companhia substitui aqueles que apresentam defeitos ou representam riscos, conforme o plano de manuten\u00e7\u00e3o. N\u00e3o h\u00e1, por\u00e9m, busca ativa de mau uso dos postes. Isto \u00e9, os cabos que por ventura n\u00e3o est\u00e3o ligados a redes de energia ou telecomunica\u00e7\u00f5es s\u00e3o de inteira responsabilidade das empresas que os colocaram ali. N\u00e3o h\u00e1 tamb\u00e9m da CPFL resposta clara para um questionamento: como \u00e9 a fiscaliza\u00e7\u00e3o e se \u00e9 aceit\u00e1vel que um poste tenha in\u00fameros fios. \u00c0 essa quest\u00e3o, a assessoria de imprensa da companhia respondeu que a CPFL atende \u00e0s normas t\u00e9cnicas, sem informar, por\u00e9m, qual \u00e9 o n\u00famero da referida norma.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Solu\u00e7\u00e3o Uma das possibilidades apontadas pelo engenheiro Luiz Umberto \u00e9 a instala\u00e7\u00e3o de infraestrutura subterr\u00e2nea, semelhante ao que j\u00e1 foi feito no cal\u00e7ad\u00e3o central de Ribeir\u00e3o Preto. A primeira \u00e9 a normatiza\u00e7\u00e3o do uso do subsolo urbano. M\u00e1rcius Vitale afirma que, em geral,&nbsp; muitas cidades brasileiras n\u00e3o t\u00eam planejamento ou lei que regule o uso do subsolo. Na pr\u00e1tica, significa que os montes de cabos a\u00e9reos seriam apenas enterrados, transferindo o problema para debaixo da terra, literalmente.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Para se ter uma ideia, no Brasil existem cerca de 10 mil provedores de internet, fora os prestadores de servi\u00e7os de televis\u00e3o, telefonia, etc.. O subsolo j\u00e1 \u00e9 ocupado por redes de \u00e1gua, eletricidade, esgoto e g\u00e1s. Em alguns lugares, conforme relato de M\u00e1rcius, o projeto de transferir a fia\u00e7\u00e3o a\u00e9rea para infraestrutura subterr\u00e2nea \u00e9 dificultado pelo fato de que cada prestadora de servi\u00e7os reivindica a instala\u00e7\u00e3o de seu pr\u00f3prio duto, sem acordo de compartilhamento da infraestrutura de rede.<\/p>\n\n\n\n<p><br>A tecnologia, esclarece M\u00e1rcius, permite que os dados que passam por um grande n\u00famero de cabos \u00f3pticos tradicionais, por exemplo, sejam substitu\u00eddos por microcabos que podem ser instalados em um \u00fanico microduto com v\u00e1rias vias e menos agressivo \u00e0 paisagem urbana \u2013 at\u00e9 mesmo se permanecerem pendurados nos postes.<\/p>\n\n\n\n<p><br>A quest\u00e3o, portanto, n\u00e3o \u00e9 onde colocar os fios. Mas, como coloca-los, o que necessita de planejamento, boa engenharia e ocupa\u00e7\u00e3o racional do subsolo urbano.<\/p>\n\n\n\n<p><br>H\u00e1 ainda outra quest\u00e3o: a destina\u00e7\u00e3o da fia\u00e7\u00e3o. As empresas de telecomunica\u00e7\u00f5es que colocam os cabos nos postes s\u00e3o as respons\u00e1veis pela manuten\u00e7\u00e3o e retirada dos mesmos.<\/p>\n\n\n\n<p>Muitas n\u00e3o retiram os \u201ccabos mortos\u201d, no jarg\u00e3o do setor, por quest\u00e3o de log\u00edstica \u2013 precisam destinar uma equipe para retirar algo que n\u00e3o \u00e9 usado na rede. Al\u00e9m disso, a destina\u00e7\u00e3o&nbsp; correta desses cabos, especialmente os \u00f3ticos, \u00e9 complexa.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Os postes das grandes cidades suportam hoje redes de TV a cabo, de cabos met\u00e1licos e \u00f3pticos de operadoras e provedores de internet, redes prim\u00e1rias e secund\u00e1rias de energia, transformadores, bra\u00e7os de ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica, amplificadores e dispositivos (arm\u00e1rios de distribui\u00e7\u00e3o a\u00e9reos, caixas de emenda \u00f3ptica e reservas t\u00e9cnicas).<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso tudo, segundo o engenheiro M\u00e1rcius, os postes t\u00eam dezenas de canos galvanizados fixados em suas estruturas para subidas de lateral (tubos galvanizados que interligam as redes subterr\u00e2neas com a rede a\u00e9rea por onde passam os cabos de telecomunica\u00e7\u00f5es).<\/p>\n\n\n\n<p><br>\u201cAntigamente os postes suportavam os cabos, hoje os cabos suportam os postes\u201d, fala o engenheiro. \u201cAntigamente\u201d, ainda segundo ele, os manuais t\u00e9cnicos de procedimentos da holding Telebras, que controlava as 28 empresas operadoras estaduais mais a Embratel, regulamentava a utiliza\u00e7\u00e3o dos postes. Isso, antes das privatiza\u00e7\u00f5es e da cria\u00e7\u00e3o das ag\u00eancias reguladoras. A Telebras determinava para as operadoras de telecomunica\u00e7\u00f5es a implanta\u00e7\u00e3o de cabos a\u00e9reos met\u00e1licos em postes com at\u00e9 200 pares. \u201cEm um ramal, quando a quantidade de pares era superior ao especificado,&nbsp; a rede tinha necessariamente de ser subterr\u00e2nea\u201d, conta o engenheiro.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Os postes eram ocupados por: cabos met\u00e1licos a\u00e9reos de telefonia de at\u00e9 200 pares, caixas de emendas, redes prim\u00e1rias e secund\u00e1rias de energia, bra\u00e7os de ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica, fios externos de telefonia e, em alguns casos, os tradicionais transformadores. Mas, era uma \u00e9poca sem internet, redes de dados, provedores e o grande n\u00famero de servi\u00e7os ofertados a pessoas f\u00edsicas e jur\u00eddicas que exigiam energia, comunica\u00e7\u00e3o e compartilhamento de informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><br>As empresas propriet\u00e1rias dos postes definem em cada um deles os espa\u00e7os de 500 mm, com cinco pontos de fixa\u00e7\u00e3o, distantes 100 mm um do outro, que podem ser utilizados pelas operadoras e provedores de internet. \u201cO que passar deste limite estar\u00e1 fora do padr\u00e3o atualmente definido pelas concession\u00e1rias de energia\u201d, de acordo com M\u00e1rcius. Ele ressalta que, al\u00e9m de poluir visualmente as cidades, tecnicamente as manuten\u00e7\u00f5es das redes a\u00e9reas s\u00e3o custosas e a qualidade dos servi\u00e7os ofertados inst\u00e1veis, al\u00e9m de n\u00e3o atenderem \u00e0s Normas&nbsp;<br>Regulamentadoras NR 10 \u2013 Seguran\u00e7a em Instala\u00e7\u00f5es e Servi\u00e7os em Eletricidade 10 e NR 35 Trabalho em Altura.<\/p>\n\n\n\n<p><br>No passado, o lugar do poste onde se concentravam fios e equipamentos foi apelidado pelos t\u00e9cnicos de zona \u201cT\u201d, em raz\u00e3o da forma\u00e7\u00e3o da letra quando combinados o concreto e os cabos. M\u00e1rcius \u201cbrinca\u201d com essa denomina\u00e7\u00e3o: \u201cHoje, seria zona do terror\u201d. Para ele, a solu\u00e7\u00e3o \u00e9 a utiliza\u00e7\u00e3o de recursos tecnol\u00f3gicos j\u00e1 dispon\u00edveis, que possibilitam a organiza\u00e7\u00e3o dos cabos no subterr\u00e2neo e nos postes, de forma segura e agrad\u00e1vel aos olhos.&nbsp; \u201cExistem pequenos dutos, os microdutos, onde \u00e9 poss\u00edvel lan\u00e7ar microcabos \u00f3pticos em cada um deles. Com projeto mais espec\u00edfico, \u00e9 poss\u00edvel colocar um n\u00famero maior de microcabos, usando normas sobre compartilhamento de redes que precisam ser detalhadas no projeto\u201d, explicou o consultor. H\u00e1 a\u00ed engenharia, no projeto e na defini\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es para implantar a infraestrutura. Dois caminhos podem ser seguidos para reduzir o volume de cabos a\u00e9reos. Um deles \u00e9 enterr\u00e1-los em uma vala aberta, o que tamb\u00e9m resolveria a polui\u00e7\u00e3o visual. Outro aglutin\u00e1-los em um microduto a\u00e9reo ou subterr\u00e2neo. \u201cA grande vantagem da microtecnologia subterr\u00e2nea \u00e9 que d\u00e1 para usar o espa\u00e7o entre o meio fio e a capa asf\u00e1ltica entre a cal\u00e7ada e a rua, onde \u00e9 poss\u00edvel abrir uma microvala. Nela, que tem cerca de tr\u00eas cent\u00edmetros de largura e 30 cent\u00edmetros de profundidade, \u00e9 poss\u00edvel instalar alguns microdutos. Depois, a microvala \u00e9 tampada com asfalto frio\u201d, detalha o engenheiro.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPelas pequenas dimens\u00f5es da microvala\u201d, continua, \u201cn\u00e3o existe a necessidade de recompor a capa asf\u00e1ltica em toda a via, o que resulta numa obra mais econ\u00f4mica, al\u00e9m de evitarmos que servi\u00e7os de recomposi\u00e7\u00e3o mal acabados sejam realizados, causando enormes problemas para a popula\u00e7\u00e3o\u201d.<br><br><strong>O Caso Bauru<\/strong><br><br>Em Bauru (211 km de Ribeir\u00e3o Preto), a Comiss\u00e3o de Infraestrutura A\u00e9rea Urbana (Coinfra) adotou a estrat\u00e9gia do di\u00e1logo. O poder p\u00fablico suspendeu a aplica\u00e7\u00e3o de multas, a concession\u00e1ria de energia (tamb\u00e9m l\u00e1 a CPFL), empresas de telecomunica\u00e7\u00f5es e internet comprometeram-se a retirar os fios \u201cmortos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><br>O cronograma definido no acordo se estender\u00e1 at\u00e9 2020. J\u00e1 foram retirados 1.500 quil\u00f4metros de cabos que equivalem a 34 toneladas de fios. O engenheiro Carlos Kirshner representa o Sindicato dos Engenheiros do Estado de S\u00e3o Paulo (SEE) na Coinfra e explica que o \u00eaxito da estrat\u00e9gia do di\u00e1logo n\u00e3o eliminou a\u00e7\u00f5es punitivas por parte do poder p\u00fablico, que s\u00e3o aplicadas em casos de redes clandestinas, por exemplo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>25\/10\/2019 Abaixo, a reprodu\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria publicada pela Revista Painel da AEAAPP, edi\u00e7\u00e3o de setembro deste 2019, traz a discuss\u00e3o sobre a desordem nos fios e cabos a\u00e9reos. Entre as fontes ouvidas para a reportagem, est\u00e1 o diretor do SEESP Carlos Kirchner e o consultor Marcius Vitale,\u00a0coordenador do Grupo de Infraestrutura de Telecomunica\u00e7\u00f5es do SEESP.\u00a0 &hellip; <\/p>\n<p><a class=\"more-link block-button\" href=\"http:\/\/marciusvitale.com.br\/?p=2560\">Continue lendo &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[21,24,666],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/marciusvitale.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2560"}],"collection":[{"href":"http:\/\/marciusvitale.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/marciusvitale.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/marciusvitale.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/marciusvitale.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2560"}],"version-history":[{"count":5,"href":"http:\/\/marciusvitale.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2560\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2641,"href":"http:\/\/marciusvitale.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2560\/revisions\/2641"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/marciusvitale.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2560"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/marciusvitale.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2560"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/marciusvitale.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2560"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}