{"id":2450,"date":"2018-07-21T18:30:36","date_gmt":"2018-07-21T18:30:36","guid":{"rendered":"http:\/\/marciusvitale.com.br\/?p=2450"},"modified":"2020-03-31T23:48:03","modified_gmt":"2020-03-31T23:48:03","slug":"palestra-na-fiesp-workshop-infraestrutura-de-telecomunicacoes-novas-tecnologias","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/marciusvitale.com.br\/?p=2450","title":{"rendered":"Palestra na FIESP &#8211; Workshop Infraestrutura de Telecomunica\u00e7\u00f5es: Novas Tecnologias"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-2447 aligncenter\" src=\"http:\/\/marciusvitale.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Fiesp-Workshop-julho-2018-06-300x169.jpg\" alt=\"Fiesp Workshop julho 2018 06\" width=\"441\" height=\"248\" srcset=\"http:\/\/marciusvitale.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Fiesp-Workshop-julho-2018-06-300x169.jpg 300w, http:\/\/marciusvitale.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Fiesp-Workshop-julho-2018-06.jpg 720w\" sizes=\"(max-width: 441px) 100vw, 441px\" \/><\/p>\n<p>18\/07\/2018<\/p>\n<h2>Debate sobre infraestrutura de redes atrai grande p\u00fablico<\/h2>\n<h2><em><br \/>\nDeborah Moreira<\/em><br \/>\n<em>Comunica\u00e7\u00e3o SEESP<\/em><\/h2>\n<p>O p\u00fablico lotou o pequeno audit\u00f3rio da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de S\u00e3o Paulo (Fiesp), na capital paulista, que recebeu os palestrantes do \u201c<em>Workshop<\/em>: Infraestrutura urbana de telecomunica\u00e7\u00f5es: novas tecnologias\u201d na manh\u00e3 desta quarta-feira (18). Cerca de 200 pessoas acompanharam as apresenta\u00e7\u00f5es dos especialistas convidados, entre eles dois representantes do SEESP: \u00a0o diretor do SEESP Carlos Augusto Kirchner e o consultor e coordenador do Grupo de Infraestrutura, ligado ao Conselho Tecnol\u00f3gico do sindicato, Marcius Vitale.<\/p>\n<p>O tema tem sido recorrente nos \u00faltimos anos, uma vez que o SEESP tem encampado a luta pelo reordenamento de fios e cabos el\u00e9tricos nos postes de ilumina\u00e7\u00e3o nas cidades brasileiras.\u00a0O consultor deu in\u00edcio \u00e0 atividade apresentando sua cole\u00e7\u00e3o de flagrantes de infraestruturas danificadas ou com graves problemas de seguran\u00e7a, colocando em risco, inclusive, n\u00e3o s\u00f3 pedestres, como trabalhadores que prestam o servi\u00e7o para as centenas de empresas terceirizadas do setor.<\/p>\n<p>Nas caixas que armazenam a fia\u00e7\u00e3o destinada a condom\u00ednios a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 alarmante, conforme Vitale. \u201cNo antigo Sistema Telebras, n\u00f3s especific\u00e1vamos dois dutos por caixa R2 \u2013\u00a0que \u00e9 de passagem, com 1,55 por 80 cent\u00edmetros. Hoje s\u00e3o at\u00e9 15 dutos de 40 mil\u00edmetros e dois de 100 mil\u00edmetros, conjugados. Esse \u00e9 um item que teremos que olhar com aten\u00e7\u00e3o. Em termos de engenharia, isso \u00e9 totalmente inaceit\u00e1vel\u201d, exclamou ele.<\/p>\n<p>Vitale lembrou, tamb\u00e9m, a situa\u00e7\u00e3o das caixas subterr\u00e2neas em que est\u00e1 o cabeamento das operadoras, que dividem espa\u00e7os muito pequenos: \u201cComo \u00e9 poss\u00edvel compartilhar se n\u00e3o h\u00e1 nem como entrar nessas caixas subterr\u00e2neas, tamanho o emaranhado de fios e emendas. As solu\u00e7\u00f5es que temos preconizado, pelo sindicato, s\u00e3o galerias t\u00e9cnicas. N\u00e3o as grandes, em que \u00e9 poss\u00edvel entrar, mas as menores, em que cabe uma estrutura tubular onde podem ser lan\u00e7ados os dutos. \u201cAssim, daqui a 50 anos ou mais, quando for necess\u00e1rio um remanejamento, ser\u00e1 poss\u00edvel faz\u00ea-lo com clareza e seguran\u00e7a. No caso dos dutos enterrados, da maneira como est\u00e3o, voc\u00ea elimina o subsolo. Com as galerias t\u00e9cnicas fica mais caro, mas \u00e9 poss\u00edvel preserv\u00e1-lo e melhor utiliz\u00e1-lo\u201d, completou.<\/p>\n<p>Ele recordou, ainda, que o padr\u00e3o nacional atualmente s\u00e3o cinco cabos com mais um da pr\u00f3pria concession\u00e1ria, nos postes de compartilhamento. Tamb\u00e9m h\u00e1 regra para os pontos de fixa\u00e7\u00e3o dos fios, que podem reter at\u00e9 65 mil\u00edmetros de cabos dentro da estrutura tubular. O que estiver acima disso encontra-se fora de norma. \u00a0\u201cO reordenamento implica ado\u00e7\u00e3o de novas tecnologias e, nesse caso, exige-se o compartilhamento da infraestrutura. N\u00e3o tem jeito. As empresas v\u00e3o precisar criar uma nova cultura\u201d, concluiu Vitale.<\/p>\n<p>Kirchner contou aos participantes sobre a cria\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o de Infraestrutura A\u00e9rea Urbana (Coinfra) de Bauru, prevista no Decreto 13.559\/17, para discutir solu\u00e7\u00f5es ao reordenamento de fios e cabos, ao encontro da\u00a0legisla\u00e7\u00e3o municipal (n\u00ba 6.679\/2016). Essa \u00faltima disp\u00f5e sobre a obrigatoriedade de a concession\u00e1ria de servi\u00e7o p\u00fablico de distribui\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica, no caso a CPFL Paulista, regularizar o emaranhado, bem como notificar as operadoras respons\u00e1veis pelos cabos.\u00a0A comiss\u00e3o est\u00e1 prevista na chamada Lei Geral de Antenas (n\u00ba 13.116\/17), de \u00e2mbito federal.<\/p>\n<p>At\u00e9 o momento, cerca de 50 munic\u00edpios possuem legisla\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria sobre o tema. Os esfor\u00e7os est\u00e3o surtindo resultados, caso de Bauru, no interior paulista. A partir de um mapeamento administrativo j\u00e1 existente, est\u00e1 sendo poss\u00edvel a setoriza\u00e7\u00e3o da cidade para encaminhamento da fiscaliza\u00e7\u00e3o e devidas notifica\u00e7\u00f5es e a\u00e7\u00f5es das empresas. Trata-se da \u201cfaxina de cabos mortos\u201d, uma das a\u00e7\u00f5es da Coinfra, em parceria com a distribuidora e operadoras de telecom. Segundo Kirchner, a CPFL apresentar\u00e1 em breve um plano de a\u00e7\u00e3o para que a totalidade do material abandonado nos postes seja removida e lhe seja dada destina\u00e7\u00e3o correta. Tamb\u00e9m est\u00e1 previsto um termo de compromisso, a ser assinado em breve entre a companhia e o munic\u00edpio. O objetivo \u00e9 estabelecer metas mensais, por regi\u00e3o da cidade.<\/p>\n<p>\u201cA receita que temos seguido \u00e9: o munic\u00edpio notifica a distribuidora que, por sua vez, notifica a companhia de telecomunica\u00e7\u00f5es. Se n\u00e3o for corrigido o problema, \u00e9 aplicada multa a essa empresa ou \u00e0 distribuidora, caso n\u00e3o tenha tomado provid\u00eancias\u201d, contou o diretor do SEESP.<\/p>\n<p>Com entusiasmo, Kirchner encerrou sua explana\u00e7\u00e3o alertando que n\u00e3o \u00e9 mais poss\u00edvel \u201cempurrar esse assunto com a barriga\u201d. \u201cO poder p\u00fablico municipal deve agir de forma coordenada com os demais setores, com di\u00e1logo e a\u00e7\u00f5es efetivas. Estamos aprendendo na pr\u00e1tica que isso \u00e9 poss\u00edvel. Temos que enfrentar esse problema, por mais que a situa\u00e7\u00e3o pare\u00e7a ca\u00f3tica, como \u00e9 o caso de S\u00e3o Paulo.\u201d<\/p>\n<p><strong>Outros participantes<\/strong><br \/>\nQuem tamb\u00e9m falou foi o diretor do Departamento de Controle e Cadastro de Infraestrutura Urbana da Prefeitura de S\u00e3o Paulo\u00a0(Convias), Marcos Romano, representando Vitor Levy Castex Aly, secret\u00e1rio municipal de Servi\u00e7os e Obras (Siurb). Segundo ele, o Executivo paulistano est\u00e1 desenvolvendo um novo sistema de georreferenciamento, em\u00a0<em>software<\/em>\u00a0livre, em parceria com a Empresa de Tecnologia da Informa\u00e7\u00e3o e Comunica\u00e7\u00e3o do Munic\u00edpio (Prodam), que vai monitorar a infraestrutura de redes da cidade com maior efici\u00eancia. \u201cEstamos muito atrasados, usando um sistema inadequado \u00e0s nossas necessidades, o GeoConvias. Agora, estamos preparando um novo, o GeoInfra, e pleiteamos o financiamento\u00a0com empresas japonesas\u00a0de alguns projetos que visam o reordenamento dessa infraestrutura. Em breve devemos ter um retorno\u201d, contou Romano. Segundo ele, a Convias tem uma demanda muito grande de solicita\u00e7\u00f5es e uma defasagem em sua avalia\u00e7\u00e3o. \u201cS\u00e3o 357 projetos somente neste ano, que foram apresentados pelas empresas de telecomunica\u00e7\u00f5es.\u201d<\/p>\n<p>Quem tamb\u00e9m descreveu um cen\u00e1rio dif\u00edcil de atua\u00e7\u00e3o foi Sidney Simonaggio, vice-presidente de Rela\u00e7\u00f5es Externas da Eletropaulo. \u201cA legisla\u00e7\u00e3o existente reconhece que \u00e9 preciso, mas estabelece um ritmo lento, de 2.100 postes regulamentados ao ano. A Eletropaulo tem 1 milh\u00e3o e 200 mil postes. \u00c9 s\u00f3 fazer a conta: vai levar 600 anos para consertar tudo. Esse \u00e9 um dos pontos que precisamos melhorar\u201d, destacou.\u00a0Ele contou que a Eletropaulo recebe 7 mil reclama\u00e7\u00f5es, por telefone, ao ano, referentes a cabos e fios.<\/p>\n<p>Enquanto isso, como frisou Helmann Strobel Penze, analista de Redes da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), \u201cno exterior j\u00e1 se tem fibras \u00f3pticas compartilhadas\u201d.\u00a0A RNP \u00e9 vinculada ao Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia, Inova\u00e7\u00f5es e Comunica\u00e7\u00f5es e mantida por quatro outras pastas do governo \u2013 Educa\u00e7\u00e3o, Cultura, Sa\u00fade e Defesa, que participam do Programa Interministerial da RNP (PI-RNP).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>18\/07\/2018 Debate sobre infraestrutura de redes atrai grande p\u00fablico Deborah Moreira Comunica\u00e7\u00e3o SEESP O p\u00fablico lotou o pequeno audit\u00f3rio da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de S\u00e3o Paulo (Fiesp), na capital paulista, que recebeu os palestrantes do \u201cWorkshop: Infraestrutura urbana de telecomunica\u00e7\u00f5es: novas tecnologias\u201d na manh\u00e3 desta quarta-feira (18). 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